Edson Mazzetto




EstragoChuva forte acompanhada de vento, que durou cerca de dez minutos, destelhou e destruiu casas principalmente nos bairros mais altos de Toledo; em Lindoeste, a zona rural foi a mais afetada. Vento e chuva durante a noite de anteontem e madrugada de ontem provocaram destruição em municípios do Oeste paranaense. O mais atingido foi Toledo (45 km a oeste de Cascavel), onde seis pessoas sofreram ferimentos leves e pelo menos 450 casas sofreram danos. A maioria foi destelhada, mas algumas foram totalmente destruídas.
O aeroporto de Toledo não faz acompanhamento da velocidade do vento fora do horário de operação de aeronaves, por isso não foi possível verificar a intensidade do vendaval. O temporal começou por volta de 1 hora e durou cerca de 10 minutos, atingindo bairros altos como São Francisco, Panorama, César Parque e Belo Horizonte. Cerca de 20 pessoas ficaram desabrigadas.
O prefeito Derli Donin (PPB), que acompanhou o socorro à população durante toda a madrugada, não decretou situação de emergência porque os problemas foram concentrados em uma única região, permitindo socorro mais rápido. A Escola Municipal São Francisco, que funciona junto com uma escola estadual, foi destelhada. A diretora Maria Célia da Silva tentou, durante a madrugada, cobrir móveis e equipamentos, que mesmo assim foram danificados.
Treze postes de energia elétrica foram quebrados e em 25 pontos os cabos foram rompidos. Segundo a Copel, cerca de 10 mil pessoas ficaram sem energia e uma equipe de cerca de 50 operários foi mobilizada para os reparos. Uma torre de televisão também foi derrubada e coberturas de alguns barracões industriais foram destruídos. Na zona rural, ocorreram estragos principalmente nas regiões de Vista Alegre e Bom Princípio.
Em Lindoeste (50 km ao sul de Cascavel), a zona rural foi bastante atingida, com destruição de pontes, pontilhões e bueiros. Várias estradas ficaram intransitáveis. Os maiores problemas ocorreram na Fazenda Vitória, onde estão assentados lavradores que eram sem-terra. O prefeito em exercício, Lessio Casagrande (PT), decretou situação de emergência.
Rio Iguaçu A Copel anunciou no final da tarde de ontem que o Rio Iguaçu, no local onde está sendo construída a Usina de Salto Caxias, havia atingido a vazão de 11 mil metros cúbicos por segundo e atingiria até a meia-noite 16 mil metros, na altura da barragem, entre os municípios de Capitão Leônidas Marques e Nova Prata do Iguaçu. O rio ficaria 21 metros acima do nível normal. Seria a maior elevação das águas desde o início das obras da hidrelétrica, em janeiro de 1995. As obras da usina estão prejudicadas, com danos em uma pequena barragem para proteção provisória à barragem principal. A concretagem teve que ser paralisada. A Copel está monitorando as margens do Rio Iguaçu onde ocorrem alagamentos para prevenir a possibilidade de que famílias fiquem ilhadas.
Estradas O tráfego entre os km 409 e 425 da BR-277, próximo ao rio Cavernoso, em Cantagalo, onde houve uma queda de barreira na madrugada de anteontem, foi restabelecido na início da tarde de ontem. Equipes do Consórcio Rodovia das Cataratas liberaram meia pista durante a manhã e no final da final da tarde a rodovia foi totalmente liberada. Na PR-170, a chuva provocou rachadura no asfalto, próximo ao Rio Pinhão.

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