Temporal provoca alagamentos
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quarta-feira, 18 de novembro de 2015
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local
No início da tarde de ontem choveu 51 milímetros em um período de duas horas e 10 minutos. A pancada de chuva foi forte a ponto de provocar alagamentos em vários pontos da cidade. Para comparar, em novembro do ano passado choveu apenas 148 milímetros durante o mês inteiro. Na Avenida Dez de Dezembro, na altura do Parque Arthur Thomas, a chuva provocou um alagamento que deixou uma Parati submersa até quase a altura do teto. Outros três veículos também foram afetados pela cheia no local. Perto dali, na altura do 4º Distrito Policial, vários carros que desenvolviam velocidade alta precisaram reduzir a velocidade para evitar a aquaplanagem em função da chuva forte.
O vendedor André Belina relatou que o alagamento no trecho é perigoso, principalmente para motociclistas. "Além disso a faixa de pedestres fica difícil de ser notada, o que pode causar um acidente", relatou. Na Rodovia Celso Garcia Cid, quase esquina com a Avenida Dez de Dezembro (zona sul), vários veículos ficaram parados por pelo menos meia hora em função do alagamento, que se misturou ao barro das obras da PR-445. O assistente administrativo de uma revendedora de gás que fica na marginal da rodovia, Anderson Pelozo, relatou que a água atingiu o motor de alguns veículos. "A água e o barro chegaram até a entrada do portão da empresa", relatou. Ele destacou que se essa chuva tivesse ocorrido antes da saída dos caminhões para fazer as linhas, eles não teriam condições de sair de lá.
Na Rua Santos, próximo ao cruzamento com a Goiás, houve a queda de uma árvore, o que obrigou a interdição do local até que ela fosse totalmente removida. Ainda na Rua Goiás, na esquina com a Jorge Velho, o volume de águas superou a altura da calçada e chegou às portas de uma empresa de revestimentos cerâmicos. A vendedora Cileide Santana relatou que trabalha há apenas três meses no local, mas já viu o local alagar várias vezes. "Os bueiros não estão dando conta", contou. A mesma via também foi interditada próxima à Rua Pernambuco, também em função do alagamento.
A Avenida Santos Dumont foi outro local que apresentou pontos de alagamento, entre as ruas Luís Rosseto e Augusto Severo. O Corpo de Bombeiros também registrou alagamentos na Rua Roma, no Jardim Piza, e na Rua Emiliano Perneta, no Conjunto Habitacional Vivendas do Arvoredo (ambos na zona sul). Segundo o subtenente Laerte Anísio de Oliveira, quando a equipe chegou ao local das ocorrências, a água já havia decantado, inclusive no caso da Avenida Dez de Dezembro, em que um carro ficou submerso. "Lá tem bocas de lobo laterais e no canteiro central com dimensões superiores a 1 metro de abertura. Em 5 minutos a água vai toda para o córrego e o local fica seco", garantiu.
A chuva também veio acompanhada por raios. Durante as 2 horas e 10 minutos de chuva intensa incidiram 400 raios em Londrina. Um deles atingiu o muro do condomínio fechado Alphaville e os destroços foram parar na Avenida Mábio Gonçalves Palhano. Uma equipe da Guarda Municipal teve de retirar os tijolos da pista para evitar que um acidente mais grave acontecesse.
O meteorologista do Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar), Samuel Braun, informou que uma linha de instabilidade está passando pelo Estado e está avançando de maneira não muito rápida. "O quadro meteorológico segue instável, sujeito a novas pancadas de chuva. A condição meteorológica não muda muito nos próximos dias", afirmou.