TEMPORAL HISTÓRICO - Produção de água está em 30% da capacidade
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quinta-feira, 14 de janeiro de 2016
Viviani Costa<br>Reportagem Local 
Técnicos da Sanepar intensificaram os trabalhos na tentativa de reparar os estragos causados pela chuva nas tubulações e adutoras que abastecem Londrina e região. Ontem, a produção de água em Londrina permaneceu em 30% da capacidade máxima que chega a até 220 milhões de litros por dia com condições climáticas favoráveis. A população consome, em média, 180 milhões de litros por dia.
Na Estrada do Limoeiro, próximo à Estação de Tratamento de Água (ETA) Tibagi, na zona leste de Londrina, uma das duas adutoras ficou exposta na margem da via. A enxurrada levou a terra que encobria a estrutura e, por pouco, a adutora não se rompeu. Para evitar mais transtornos, foi necessário interromper a captação na noite de segunda-feira, já que a forte pressão da água poderia levantar a estrutura e estourar a adutora. Durante a manhã de ontem, materiais de uma pedreira de Ibiporã foram utilizados na reparação dos danos.
Na Estação Tibagi, o excesso de lama trazida com a chuva comprometeu a produção de água potável que varia entre 1.500 e 1.700 litros por segundo. Na manhã de ontem, a produção estava em 600 litros por segundo e os tanques apresentavam nível abaixo do normal. O índice de turbidez que mede a quantidade de sujeira na água chegou a 3 mil, número preocupante considerando a média em torno de 15 a 20.
O gerente industrial da Sanepar em Londrina, Roberto Arai, destacou que o volume de produção aumentou entre terça e quarta-feira. "Estamos tentando recuperar essa adutora para avaliar a condição de operação dessa linha e começar a bombear água com maior quantidade para a Estação Tibagi", explicou. A distribuição está sendo retomada de forma gradativa. No entanto, grande parte da cidade permanece com as tubulações secas. "Nunca chegamos a uma turbidez tão alta. Onze mil [de turbidez na Estação de Tratamento Cafezal] é praticamente uma lama que correu pelo rio. Assim mesmo, nós conseguimos captar um terço da água."
Técnicos da companhia intensificaram os trabalhos laboratoriais para tentar reduzir ao máximo a sujeira trazida pela chuva durante o tratamento da água. Segundo Arai, não há previsão para a retomada da capacidade total de produção. "Tudo depende da continuidade ou não da chuva. A tendência é que diminua essa quantidade de precipitação, que essa água do rio clareie um pouquinho mais e abaixe a turbidez", afirmou.
O deslizamento do barranco que dava acesso a ponte sobre o Ribeirão Três Bocas e os estragos causados pela chuva na estrada em direção ao Distrito de Maravilha deixaram três funcionários da Sanepar ilhados na sede da captação de água, ao lado do Rio Tibagi. O grupo foi resgatado com a ajuda do helicóptero do Grupamento Aeropolicial (Graer). Outros funcionários foram levados ao local para dar continuidade aos trabalhos.
Com o abastecimento comprometido, a Sanepar reforçou que é necessário utilizar a água de forma consciente, mesmo após a retomada completa da produção. "As pessoas precisam usar água só para higiene pessoal e alimentação. Outras atividades devem ser postergadas. É importante também que a população armazene água da chuva para outras atividades, mas a economia é a base da situação", ponderou o gerente Industrial.
O gerente Geral da Região Nordeste da Sanepar, Sérgio Bahls, destacou que a situação de Rolândia é a mais preocupante do Estado. "A estação de tratamento foi devastada. Todo o sistema de captação foi levado pela enxurrada. Estamos tentando alternativas para atender a cidade de forma emergencial. Contamos com o apoio de outros órgãos e hoje não temos uma previsão para a retomada do abastecimento. Estamos trabalhando 24 horas por dia", informou.


