TEMPORAL HISTÓRICO - Crise gera corrida por água mineral
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quinta-feira, 14 de janeiro de 2016
Vítor Ogawa<br>Reportagem Local 
A interrupção do abastecimento tem gerado uma corrida da população de Londrina e região aos supermercados e às distribuidoras de bebidas em busca de água mineral. O problema é que uma das mineradoras que fornece água para a cidade fica em Tamarana (Região Metropolitana de Londrina) e a estrada que liga os dois municípios estava interditada. Em Rolândia, também na RML, onde a estação de tratamento foi bastante danificada pela chuva, a situação deve ser normalizada apenas em 15 ou 20 dias.
A procura tem sido tão grande que várias empresas de distribuição de água na região ficaram com as linhas telefônicas ocupadas ontem durante o dia inteiro. Na Águas e Cia, o estoque acabou às 10h30 de ontem. "Fomos buscar água em Rolândia, mas tivemos que dar uma volta de 80 km para chegar até lá devido às estradas interditadas. A mineradora disse que não tinha como fazer a entrega em Londrina devido à alta demanda na cidade", relatou o funcionário Antônio Vieira.
Rodolfo Gimenez, proprietário da distribuidora Papa Léguas, também disse que o estoque estava no fim. "Temos um carregamento que deve chegar amanhã (hoje). Nós buscávamos água em Tamarana, mas tivemos problema de entrega porque o trecho está impedido, mas fomos buscar uma carga em Presidente Prudente", relatou.
Na zona norte, o desabastecimento também fez aumentar as vendas. A gerente da Hipergás Águas, Monica Harumi Oshima, relatou que apenas ontem vendeu 150 galões de 20 litros. "Normalmente vendemos cerca de 20 ou 30. Pode chegar a 40 unidades, no máximo. Não estamos pegando entregas de bairros mais distantes, mas mesmo assim o estoque está acabando", relatou.
O Procon informou ontem que investiga denúncias de aumento abusivo do preço da água mineral. A ação deve contar com a participação da Promotoria de Defesa do Consumidor. "O aumento abusivo no valor da água mineral caracteriza crime contra a economia popular. A água é um item essencial, e a situação atual é de falta de abastecimento generalizado, tanto em Londrina como em cidades próximas", explicou Tatiane Boneto Pinheiro, coordenadora em exercício do Procon em Londrina.
Os consumidores que constatarem aumentos abusivos podem entrar em contato com o Procon pelo telefone 151, e-mail [email protected] ou na Rua Mato Grosso, 299, no centro. O horário de funcionamento é de segunda a sexta-feira, das 9 às 17 horas, e as senhas de atendimento são distribuídas até 14 horas.


