O temporal do início da tarde de ontem foi curto mas deixou muito trabalho para equipes de emergência da Copel e Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Sema). O vento forte atingiu 64 km/hora, derrubou árvores e 8,5 mil residências ficaram sem energia elétrica.
Segundo levantamento da Sema, pelo menos 18 árvores foram arrancadas durante o temporal. Vários bairros foram atingidos. Na Avenida Madre Leônia Milito (área central), uma árvore ficou suspensa sob a pista amparada na base apenas por pedaços de madeira colocados pela vizinhança, que também improvisou placas avisar os motoristas e evitar acidentes. ''Um ônibus chegou a bater na árvore'', conta um vizinho, que se identificou apenas como Vítor.
No Parque Ouro Branco (zona Sul), mais três árvores foram atingidas. ''Foi de assustar, fiquei preocupado com os fios'', afirma Júnior Rodrigues, 23 anos. Para a dona de casa tereza Toledo Pires, 47 anos, pior que o susto foi o prejuízo. O poste que leva energia à sua casa foi entortado pela queda e precisa ser trocado. ''Quero ver quem vai pagar, meu filho até foi pedir na prefeitura pagar, pois já tínhamos pedido para tirar essa árvore daqui'', reclama.
Segundo o diretor da Sema, Gerson Galdino, quatro equipes da secretaria foram deslocadas para o serviço de limpeza. A mistura de queda de árvores e galhos, raios e vento forte cortou energia de 8,5 mil residências. Segundo o coordenador de operações da Copel, Sérgio Roberto Ferreira, dois alimentadores de rede no Jardim Bandeirantes (zona oeste) e próximo do Terminal Rodoviário (zona leste) foram atingidos deixando boa parte da vizinhança sem energia.
Contudo, os cortes ocorreram em vários pontos da cidade. Na zona rural, os distritos de Guaravera, Irerê, Selva e São Luís também foram afetados com grande intensidade. Em média, os locais ficaram 1,5 hora sem energia, mas houve localidades com até quatro horas de interrupção. A Copel teve que triplicar o número de eletricistas e técnicos para atender a demanda. Na região, cidades inteiras ficaram sem energia elétrica. O corte atingiu 110 mil residências de responsabilidade da Copel de Londrina, cerca de 20% do total de usuários.
Segundo o Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar) a tempestade foi causada por uma frente fria, oriunda da Argentina, que chegou no estado durante a madrugada. Hoje, afirma o meteorologista Itamar Moreira, está afastada a possibilidade de novas tempestades. ''O tempo tende a melhorar, mas a nebulosidade permanece amanhã (hoje)'', afirma. A temperatura também ficará amena entre 15º e 24º.

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