Perto de 16 mil residências ficaram sem energia elétrica na madrugada de ontem em Londrina. Um forte temporal destelhou casas e derrubou árvores. No Patrimônio Espírito Santo (Zona Sul), algumas vias foram interditadas com galhos e cabos de energia elétrica se romperam. Até o final da tarde de ontem, 50 casas das 800 que ficaram sem energia durante a madrugada ainda estavam sem luz. A previsão da Copel, segundo a assessoria de imprensa da companhia, era de que a energia fosse religada ainda ontem.
De hoje até o final da semana, o tempo deve permanecer instável no Norte do Estado. De acordo com a metereologista do Simepar, em Londrina, Ângela Costa, imagens de satélite apontam áreas de instabilidade e nebulosidade na região. ''Isso resultará em pancadas de chuva com intensidade de moderada a forte, além da queda de temperatura aqui em Londrina''.
Paraná deve apresentar temperaturas mais amenas, típicas de outono, a partir de sexta-feira. A média das temperaturas deverá ser entre dois e três graus inferior à dos últimos dias. Segundo o meteorologista Lizandro Jacobsen, do Instituto Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar), a queda nas temperaturas será motivada pela passagem de uma frente fria - que chegou anteontem no Estado. ''As temperaturas ficarão típicas de outono. Baixas de manhã e à noite. Altas durante a tarde'', explicou o meteorologista. A mínima chegará a 11 graus em Palmas, 15 em Curitiba e 17 em Londrina.
A previsão de outono com céu limpo e temperaturas típicas preocupa a Sanepar. A estatal monitora diariamente os níveis de barragens para implementar o racionamento de água em casos de necessidade. Os reservatórios que preocupam os técnicos são os de Iraí e Piraquara - que abastecem cerca de 65% dos habitantes da Grande Curitiba (mais de 1,8 milhão de habitantes). Os dois reservatórios estão com 75% do volume de água. ''A situação é muito semelhante à do ano passado. A esperança é que não ocorra a mesma estiagem. Tivemos menos chuvas neste mês de abril do que no ano passado. A produção é alta, mas contamos com chuva para evitar a falta de água'', explicou Paulo Raffo, gerente de produção da Sanepar.
Nem mesmo o período de chuvas entre dezembro e fevereiro foi capaz de encher os dois reservatórios - que chegaram a 86% da capacidade máxima. ''Sabemos que teremos uma estiagem no outono. É normal. Só não pode ser muito drástica'', salientou. No ano passado, a Sanepar fez campanha pelo uso racional da água. Mesmo assim foi necessário adotar racionamento entre 4 de agosto e 19 de setembro.

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