A forte chuva que caiu sobre Londrina na noite de terça-feira durou apenas 20 minutos, mas deixou estragos. Semáforos deixaram de funcionar, houve alagamentos e asfaltos cederam. Na manhã de ontem, equipes da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) se espalhavam pela cidade para controlar o trânsito e reparar os semáforos e moradores limpavam a sujeira que veio junto com a água.
Na esquina da Avenida Juscelino Kubitschek com a Rua Sergipe, na área central, o asfalto cedeu e formou um buraco. O semáforo naquele cruzamento também parou de funcionar e o trânsito foi interditado um quarteirão acima, na Rua Sergipe com a Rua Paranaguá, para evitar congestionamentos. Agentes da CMTU orientavam os motoristas enquanto o semáforo era restabelecido. Para alertar os condutores para o problema no asfalto, cones foram colocados no local. O secretário municipal de Obras interino, Ney Paulo, informou que o reparo deve começar hoje ou amanhã. "É uma via importante. O conserto não pode demorar", disse.
Buracos no asfalto também apareceram na rotatória da Avenida Maringá com a Rua Paulo Frontin, no Jardim Itamarati (zona oeste), mas não foi preciso intervenção de agentes de trânsito. Na altura da ponte da Avenida Winston Churchill (zona norte), pedaços de asfalto também se soltaram com a enxurrada, mas sem causar transtornos aos motoristas.

Temporal causa estragos em Londrina
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Na Rua Ponta Grossa, no Jardim Dom Bosco (zona oeste), a cozinheira Áurea Rodrigues foi surpreendida pela água, que entrou na casa dela e danificou móveis e eletrodomésticos. "Logo que cheguei do trabalho, às 23 horas, começou a chover. Em cinco minutos, a água começou a entrar em casa e em instantes chegou até a minha cintura", contou. Para dar vazão à água, Áurea teve de abrir um buraco no muro dos fundos. "Parte da água foi para a casa do vizinho. Foi o jeito, senão teria subido ainda mais", disse. "Moro aqui há seis anos e nunca tinha acontecido isso, mas a casa da frente está em reforma e colocaram uma caixa de água pluvial. A água veio por essa caixa. Chamamos os bombeiros, eles vieram, mas disseram que não tinha o que fazer."
Com o rodinho na mão, o esforço de Áurea na manhã de ontem era para tirar toda a água e lama da casa. "Às 3 horas da manhã eu estava aqui tirando o barro. Nem dormi e às 14 horas tenho que voltar para o trabalho." O cálculo do prejuízo deve ficar para hoje.
Segundo a assessoria de imprensa da CMTU, semáforos em seis cruzamentos apresentaram problemas ontem de manhã. Na Rua Mato Grosso, a sinalização deixou de funcionar nos cruzamentos com a Rua Maranhão, Santa Catarina e Avenida Celso Garcia Cid. Também precisaram de reparos os semáforos nos cruzamentos da Alameda Miguel Blasi com a Avenida São Paulo e com a Rua Professor João Cândido e na Avenida JK com a Rua Sergipe. Dezesseis agentes da CMTU foram para as ruas para controlar o trânsito e equipes também ajudavam na remoção de galhos e entulho. Funcionários do setor de Operações da companhia também atuaram na limpeza de vias obstruídas pela lama.
A Defesa Civil informou que apesar da força da chuva, o órgão não registrou nenhuma vítima nem desabrigados. O Corpo de Bombeiros recebeu apenas um chamado, feito pela cozinheira Áurea Rodrigues. A Secretaria Municipal de Ambiente informou que a chuva não provocou danos referentes à arborização. De acordo com o Instituto Tecnológico Simepar, a média de precipitação para março, levando em conta os dados coletados de 1997 até agora na estação instalada na PR-445, é de 117 mm, ou seja, choveu quase a metade do previsto somente na noite de terça-feira. (Colaborou Samara Rosenberger/Equipe Folha)

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