Temporal causa destruição em Pato Branco
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terça-feira, 08 de outubro de 2002
Gilmar Agassi<br> Equipe da Folha 
Pato Branco - A população de Pato Branco, no sudoeste do Paraná, foi surpreendida na madrugada de ontem com um vendaval seguido de chuva de granizo, que deixou um rastro de destruição por vários bairros e no centro da cidade. A Defesa Civil do município estima que pelo menos 650 imóveis, entre residências, escolas e estabelecimentos comerciais, foram atingidos pelo temporal que durou cerca de 30 minutos. O prefeito Clóvis Padoan (PPB) decretou estado de emergência.
O temporal derrobou a parte superior de um hotel e a cobertura de uma revendedora de veículos. Uma concessionária teve os vidros da vitrine estourados e vários carros danificados. A empresa preferiu não divulgar os valores do prejuízo. Para retirar as pedras de gelo que ficaram espalhadas pela cidade foram necessárias cerca de 20 caçambas. Apesar da destruição, somente três pessoas ficaram feridas.
Os bairros mais atingidos foram o Industrial, São Vicente, Menino Deus, Bela Vista, Bonatto e Santa Terezinha, além de uma parte do centro. Várias escolas decidiram suspender as atividades por falta de condições de manter os alunos em sala de aula.
O comandante do Corpo de Bombeiros, capitão Carlos Alberto da Silva, contou que logo após a tempestade toda a corporação foi acionada para prestar socorro às famílias atingidas. A princípio foram levantados os prejuízos e repassadas lonas para cobrir as casas, já que muitas foram totalmente destelhadas e os móveis molhados. Durante todo o dia foram distribuídos 35 mil metros quadrados de lona pela Defesa Civil. Segundo o comandante dos Bombeiros, até o final da tarde de ontem mais de 3 mil telhas foram repassadas à população mais carente.
Além disso, um carga de 4,5 mil telhas, provenientes de Cascavel e Curitiba, era esperada para amenizar a situação.
O prefeito Clóvis Padoan estava em Curitiba no momento da tempestade e retornou durante a manhã para coordenar os trabalhos. Ele garantiu que as famílias receberão assistência do município, pois muitas perderam roupas e móveis com a chuva.
O mecânico Dagoberto Woikolesko, era um dos que estavam no Corpo de Bombeiros pedindo ajuda. Ele explica que a família acordou com o barulho das telhas sendo arrancadas pela força do vento. A solução imediata foi colocar os filhos no banheiro onde uma laje impedia a passagem da chuva. ''Tomamos um grande susto. Ainda bem que ninguém se machucou'', disse.


