Reparos na instituição localizada no jardim União da Vitória começaram ainda na manhã de quarta; aulas devem ser reiniciadas na quinta
Reparos na instituição localizada no jardim União da Vitória começaram ainda na manhã de quarta; aulas devem ser reiniciadas na quinta | Foto: Fotos: Anderson Coelho



Uma árvore de grande porte caiu sobre o Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Pastor Francisco Seixas, no jardim União da Vitória, na zona sul de Londrina, durante o temporal que atingiu a cidade na noite de terça-feira (6). Um banheiro, uma sala de aula, a varanda de um dos lados da instituição e o beiral da secretaria ficaram destruídos. O prejuízo ainda está sendo contabilizado.

Segundo o diretor do CMEI, Edenilson Silva, as crianças tiveram que ser liberadas das aulas na quarta-feira (7). "Como não sabíamos o quanto a estrutura da escola estava comprometida, tivemos que liberar os alunos para que não tivesse nenhum risco a integridade deles, já que isso é o primordial", afirmou. São 90 meninos e meninas, de um a cinco anos, matriculados.

Silva conta que só ficou sabendo da queda quando chegou para abrir a escola. A Secretaria Municipal de Educação foi acionada, que entrou em contato com a Defesa Civil e Sema (Secretaria Municipal do Ambiente). Ainda no período da manhã, a árvore foi retirada de cima da estrutura e os trabalhos de reparo haviam sido iniciados.

Foram mais de 30 telhas quebradas. Como a estrutura da varanda terá que ser reconstruída, o local será isolado até que o serviço completo seja feito. Além disso, ainda falta a retirada dos troncos, o que deve acontecer nos próximos dias, de acordo com informações da Sema. "Com os reparos que foram feitos as aulas não serão mais afetadas, já que a sala teve o telhado concertado. O que pode afetar é a questão dos galhos que ainda estão no pátio", explicou o diretor. A Secretaria de Educação informou que as aulas serão retomadas nesta quinta-feira (8).

Para evitar mais sustos, a direção aguarda a poda de mais quatro árvores e a erradicação de outras duas, sendo uma dentro do terreno do CMEI e outra na calçada do lado de fora. Ambas oferecem perigo. Em relação à que caiu, o corte já havia sido solicitado. "Ela virou com raiz e tudo. A árvore não estava condenada. O que já havíamos pedido era a poda, porém não deu tempo. Agora, tem as outras que precisam ter um corte", disse Alessandra Regina de Oliveira, coordenadora pedagógica da escola.

Como o restante da estrutura da instituição não foi atingida e a Defesa Civil liberou o local, os professores usaram o dia forçado sem aulas para realizar o planejamento pedagógico e adiantar a elaboração de atividades. "Estamos aproveitando o dia para limpeza e organizar trabalhos dos alunos", esclareceu Oliveira.

"Espero que tudo volte ao normal, porque é importante a aula para as crianças", afirma Eliethe Pessoa, cuja neta de cinco anos estuda no CMEI
"Espero que tudo volte ao normal, porque é importante a aula para as crianças", afirma Eliethe Pessoa, cuja neta de cinco anos estuda no CMEI



POUCA PROCURA
Como várias famílias que têm alunos matriculados no CMEI Pastor Francisco Seixas também terem sido atingidas pelo temporal, várias crianças não foram para a aula. Para a diarista Eliethe Pessoa, que possui a neta de cinco anos que estuda no local, a expectativa é que tudo volte ano normal. "Não nos deram muita informação sobre quando a escola vai abrir normalmente. Terei que ligar antes de levá-la para não perder a viagem. Mas espero que tudo volte ao normal, porque é importante a aula para as crianças. As pessoas que moram aqui precisam muito também", reconheceu. "Esse dia sem aula pegou muitos pais de surpresa", confirmou o porteiro Fábio Augusto.

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