Tempo seco favorece poluição
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Marcela Rocha Mendes<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Nos últimos 15 dias moradores de grandes cidades têm visto claramente um fenômeno atmosférico típico do clima seco do inverno e outono. É a chamada inversão térmica, que acontece quando a temperatura na superfície está abaixo da temperatura em maiores altitudes. De acordo com o meteorologista do Instituto Tecnológico Simepar, Lizandro Jacobsen, o ar frio, mais pesado, fica preso nas camadas mais baixas e a poluição gerada na superfície da cidade não consegue se dissipar.
''O ar, que esfria durante a madrugada, leva um tempo para se aquecer. Por isso, nas primeiras horas da manhã é possível ver uma camada acizentada ou até avermelhada se olhamos a cidade de uma certa distância'', explica Jacobsen. O fenômeno tem acontecido em todas as cidades onde a umidade do ar está baixa, mas é mais facilmente observado nos maiores centros urbanos por causa da poluição acumulada.
''A consequência da inversão térmica é o maior acúmulo de partículas como enxofre, poeira e até cal na camada onde vivemos e respiramos'', afirma Jacobsen. Neste período, pessoas alérgicas ou com doenças respiratórias sofrem mais com crises e dificuldade de respirar. Segundo a médica alergista e imunologista Loraine Farias Landgraf, é preferível evitar fazer exercícios ao ar livre entre as 10 e 15 horas, já que durante a atividade física se aspira uma maior quantidade de ar. ''Quem tem um diagnóstico de bronquite ou rinite deve tomar a medicação de prevenção ou controle para evitar crises'', recomenda.


