Londrina

Mário CésarMales do invernoRebeca Marx dos Santos, 3 anos, faz inalação no HU: dificuldades para respirar e crise na madrugadaApesar da queda da temperatura e da volta ao normal do índice de umidade do ar, muita gente com problemas respiratórios procurou ontem pelos serviços de saúde da Cidade. A maioria, crianças e idosos.
O médico pediatra e diretor clínico do Hospital Infantil, Álvaro Luis de Oliveira, explica que nesta época de clima seco é rotina nos hospitais e consultórios a grande procura de pacientes com problemas respiratórios, gripes, tosse seca alérgica e crise asmática.
Dados do Pronto Socorro do Hospital Evangélico também dão conta de que a entrada de pacientes com problemas respiratórios aumentou, nos últimos dias, cerca de 40%.
No Hospital Universitário também é frequente a chegada de pacientes com problemas respiratórios e que se submetem à inalação e outros procedimentos. Mas o médico pneumologista e professor do HU e do Hospital das Clínicas, Denison Noronha Freire, acredita que a repercussão não tenha sido muito grande na região de Londrina: ‘‘Não foi um período muito longo de estiagem’’. Ele explica que as crianças e idosos têm o sistema de defesa mais frágil e se desidratam facilmente, sendo mais afetados pelo clima bastante seco.
Álvaro Luis de Oliveira diz que o principal cuidado dos pais, nos dias de clima muito seco, é hidratar as crianças, fazendo com que elas tomem bastante líquido, e umedecer o ambiente. Neste caso, Álvaro Oliveira, Denison Freire e o vice-chefe do Departamento de Pneumologia do Hospital Evangélico, Nivaldo Fazolo, orientam procedimentos bastante simples e eficazes: colocar recipientes com água no ambiente, toalhas molhadas perto da cama ou abrir o chuveiro e deixar a água escorrer um pouco.
A menina Rebeca Marx dos Santos, 3 anos, chegou ontem ao HU por volta das 5h30 com crise asmática e ficou internada. A mãe da garota, Márcia Regina Marx dos Santos, moradora do conjunto São Pedro (zona leste), conta que na noite de anteontem Rebeca começou a apresentar dificuldades para respirar - quadro que foi se agravando na madrugada.
David de Freitas Silva, 3 anos, também fazia inalação ontem pela manhã no HU, enquanto aguardava para um raio X do pulmão. ‘‘Ele estava com muita chiadeira no peito’’, conta a mãe, Lindacira Aparecida Freitas, que mora no Jardim Olímpico (zona oeste).
Ontem, às 9 horas, o índice de umidade do ar era de 46%, segundo o setor de agrometeorologia do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar). A taxa considerada normal na região de Londrina é entre 40% e 70%, comenta o funcionário do Iapar, Ademar dos Reis Vicente. A tendência era de uma melhora no índice de umidade devido à previsão de chuva para o Estado. Um dos momentos críticos da baixa umidade do ar em Londrina aconteceu às 15 horas de anteontem, quando o índice desceu para 20%, informa Ademar Vicente.

mockup