Tempo quente acende alerta para afogamentos
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quarta-feira, 03 de novembro de 2010
Luciano Augusto<br>Reportagem Local 
Depois de meses de baixas temperaturas, o calor finalmente está de volta. O tempo quente abre a temporada de diversão para banhistas em todo o País mas faz aumentar também o risco de acidentes na água, tanto em piscinas, rios e lagos quanto no mar. Por conta disso, os Bombeiros do Paraná já reforçam o alerta.
No litoral, a última ocorrência de afogamento com morte foi registrada no início da madrugada de ontem, em Matinhos. O corpo de Douglas Aparecido dos Santos, 19, foi encontrado na Praia Brava. ''As ocorrências têm aumentado bastante por conta do calor e do aumento na movimentação de turistas nas praias'', citou o tenente Douglas Martin Konflanz, do 2º Subgrupamento dos Bombeiros em Paranaguá.
O oficial comentou ainda que boa parte dos afogamentos, principalmente durante feriados prolongados, têm relação com a ingestão de bebida alcóolica. ''A pessoa acaba tendo uma falsa sensação de segurança, exagera e não observa a questão dos riscos se afastando da faixa de segurança, desrespeitando a sinalização. Quando ocorre um imprevisto, a própria reação dessa pessoa em caso de risco também fica comprometida.'' No mar, um dos principais perigos é a correnteza, que pode arrastar os banhistas para longe da faixa de segurança. ''A gente sempre fala: água no umbigo, sinal de perigo'', orientou Konflanz.
Para quem frequenta rios ou lagos, principalmente os urbanos como Igapó, Cabrinha e Norte, em Londrina, a orientação do cabo Rosan Fernandes de Souza é para, antes, se certificar se o local é impróprio para banho: se for, a entrada não é permitida. ''Podemos até retirar a pessoa e dar voz de prisão, no caso dela se recusar a sair'', advertiu. Nos casos do banho ser permitido, a dica é não se afastar das margens.
Souza explicou que rios e lagos têm armadilhas como buracos e entulhos - latas, tocos, vidros, restos de redes -, que podem machucar e prender o banhista no fundo. Outro risco é o lodo. ''Na medida em que a profundidade aumenta, o lodo fica instável e pode fazer com que o banhista atole'', esclareceu.
Com a temperatura beirando os 30 graus na tarde de ontem, o movimento de pessoas foi intenso nos lagos de Londrina. Muita gente - incluindo crianças - ignorou a proibição para não entrar na água. No Cabrinha (Zona Norte), um grupo de crianças entre 11 e 14 anos admitiu que o lugar é perigoso. ''Quando meu irmão tinha 13 anos (hoje tem 15) quase afogou porque escorregou e caiu num buraco. Sorte que um amigo dele entrou e puxou ele (sic) para fora'', relembrou um adolescente de 14 anos. Um outro menino do grupo, de 12 anos, confirmou que ''o que mais tem no lago é buraco'' e confessou que a mãe não sabe que ele nada no local.


