A criança que começa a trabalhar desde cedo e aquela que cumpre várias atividades (inglês, natação, informática, etc.) estão em posições aparentemente diferentes, mas que podem ter uma consequência única: a falta de tempo para brincar. A psicóloga Carla Maria Canalle Pagnossim, de Londrina, observa que a difrença básica entre as duas é que, no primeiro caso, há a consciência de luta pela sobrevivência. No caso das atividades que são colocadas para a criança, ela sabe que não depende delas para sobreviver.
Já a psicóloga Sonia Maria Petrocini ressalta a importância do tempo para brincar. ‘‘A brincadeira está para a criança assim como o trabalho está para o adulto’’, resume. Na opinião de Sonia Petrocini, ‘‘brincando, a criança vai simbolizando, dando sentido à sua existência e encontrando respostas aos acontecimentos do dia-a-dia’’. Além disso, diz ela, este ato desperta a curiosidade intelectual, o desejo de saber de maneira gostosa e prazerosa. ‘‘Brincando de colher flores no jardim, a criança está aprendendo cores, formas, descrição de objetos’’, exemplifica. (L.O.)

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