Londrina

Paulo WolfgangTranstorno sem fimA casa da comerciária Leonor Velani na rua Tapuias, vila Iara: área em declive provoca inundações toda vez que chove forteO temporal de ontem à tarde assustou e atrapalhou muita gente. O tempo fechou por volta das 16h30 e, até as 18h30, o Corpo de Bombeiros tinha recebido mais de 10 ligações. Casas ficaram inundadas, árvores caíram e o vento destelhou algumas residências. A região leste foi a mais afetada pelo temporal que, além do vento, trouxe também uma chuva de pedras. Nenhum incidente grave foi registrado.
Um caminhão da Autarquia do Meio Ambiente (AMA) acabou tombando na avenida Brasília (BR-369), próximo ao acesso à Dez de Dezembro (zona leste). Segundo os bombeiros, com a pista molhada, o motorista acabou perdendo o controle do caminhão. Ninguém ficou ferido, mas o acidente atrapalhou ainda mais o fluxo de veículos, que já estava lento por causa da chuva.
O temporal pregou um susto nos mais de 300 alunos do colégio estadual João Sampaio, na Vila Iara (zona leste). A chuva forte chegou a quebrar algumas janelas, e uma das árvores da rua Flamengo, em frente à escola, caiu em cima da secretaria. Por volta das 18 horas, os bombeiros ainda trabalhavam no corte e retirada dos galhos.
O temporal inundou a casa da comerciária Leonor Velani, 51 anos. Ela mora na rua Tapuias, na Vila Iara, e sofre há cinco anos com as inundações. ‘‘É sempre a mesma coisa nesta época do ano: chove e eu perco móveis e utensílios domésticos’’, reclama. A casa fica numa área em declive, abaixo do nível da rua e toda água da chuva que desce da BR-369 converge para o local.
‘‘A força da água é tanta que já derrubou os muros e está minando as paredes da casa’’, afirma Leonor. A enxurrada de ontem à tarde deixou marcas de mais de 60 centímetros nos muros da casa da comerciária. Dentro da residência, a água atingiu cerca de 20 centímetros de altura.
Leonor Velani culpa a Prefeitura pela situação. A comerciária diz que a casa, quando construída, estava no mesmo nível da rua. ‘‘A Prefeitura ergueu a rua e agora vivemos neste inferno. Vivo pedindo uma solução, mas não consigo nada.’’

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