A chuva deve continuar nos próximos dias no Paraná, segundo previsão do Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar). Em Londrina, há seis dias chove sem parar e o mau tempo deve continuar hoje durante todo o dia. O volume de chuva do mês já ultrapassou a média normal para janeiro, que é de 217 mm. Até as 14 horas de ontem, já havia chovido 235,2 mm.
A temperatura também não deve subir hoje, variando entre 21 e 28 graus. Segundo o meteorologista Tarcísio Valentim da Costa, o motivo do mau tempo é uma frente fria que está estacionada entre os estados do Paraná e São Paulo. Ele informou ainda que amanhã e na quinta-feira a chuva continua na região de Londrina, mas em menor intensidade, com tempo parcialmente nublado.
Até o final de semana, as chuvas não vão dar trégua em Curitiba e no Litoral. A previsão para hoje no Litoral, inclusive Morretes e Curitiba, é de tempo nublado com chuva moderada pela manhã, passando a parcialmente nublado com chuva leve à tarde e à noite. As temperaturas variam de 18 graus a 23 graus, na Capital, e de 21 a 29 graus nas praias.
Entre os transtornos provocados pelo excesso de chuva está o cancelamento de vôos no Aeroporto de Londrina. No fim de semana, oito foram cancelados e ontem, mais quatro. No sábado, o aeroporto ficou fechado das 9 até às 17 horas, quando operou por instrumentos. No domingo a história se repetiu e o aeroporto fechou para pousos e decolagens entre 6 e 14 horas. Às 21h46, ele fechou novamente só abrindo às 12 horas de ontem.
Esta situação complicou a vida de muitas pessoas. O estudante Roger Ohara, de 21 anos, chegou em São Paulo na manhã de sábado vindo de Orlando, nos Estados Unidos. Ele contou que à tarde pegou um vôo para Curitiba e teve que ficar na cidade porque não tinha teto em Londrina. No domingo pela manhã, a história se repetiu porque o aeroporto continuava fechado. Foram dadas então duas opções: ou esperava o vôo das 17h30, correndo o risco de não embarcar novamente por falta de teto, ou voltava de ônibus. ''Cheguei em Londrina às 18h30 do domingo no aeroporto e de ônibus'', relatou o estudante. (Colaborou Andréa Lombardo, de Curitiba)

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