Tempo de gargalhadas
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 25 de abril de 2014
Micaela Orikasa<br>Reportagem Local
Londrina - Imagine no meio do caminho, um show de palhaços. Mesmo para os mais apressados, a boa surpresa vale a pausa, nem que se for por alguns minutinhos. Com isso, a praça vai se enchendo e a alegria toma conta de todos ao redor.
Esse é o grande espírito do Festival do Nariz Vermelho, que acontece pela terceira vez em Londrina. Com uma programação totalmente gratuita e que ocupa os espaços públicos, os espetáculos seguem até o domingo, com grupos locais, do Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Campinas.
Ontem pela manhã, foi a vez da Praça da Bandeira, em frente à Catedral, abrir espaço para a "Palhaçaria" do Clac. Minutos antes de o espetáculo começar, as crianças já haviam garantido seus espaços e os adultos iam aos poucos sendo conquistados pela ideia de voltar à infância.
"Faz muito tempo que não vejo um show de palhaços. Estou adorando porque eles interagem muito com o público, além de serem muito animados", comentou a advogada Marlene Oliveira, que não estava sabendo do Festival e foi surpreendida ao passar pelo local.
Em cena, três palhaços resgatavam clássicas brincadeiras. Um repertório encenado por eles há nove anos. "É para todas as idades. A gente brinca muito com a plateia, o que gera uma sintonia bem legal", disse Luis Henrique Silva, o Palhaço Arnica.
E bastou a "brincadeira" começar para que ninguém ficasse alheio à diversão, principalmente as crianças, como as irmãs Beatriz e Laura. "Eu gosto muito porque eles são engraçados", explicou Beatriz, revelando que nunca tinha visto um espetáculo assim, na rua e "todo enfeitado".
O pai José Milan contou que tem acompanhado a programação desde o início do Festival, na terça-feira. "Elas até deveriam estar na aula, mas acho que esse festival é uma boa oportunidade delas terem contato com a cultura. Todos os dias a gente assiste aos espetáculos. É muito bom", afirmou.
Um dos coordenadores, Fernando Goes, observou que a cada edição o Festival tem atraído mais e mais público. "A cidade toda ganha, muda o cotidiano das pessoas, resgata o significado dos espaços públicos e todos ficam mais alegres", enfatizou. (Leia mais na Folha2)