Tempo bom leva milhares para a Leste Oeste
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quarta-feira, 07 de setembro de 2005
Marta Ortega 
O dia quente e de muito sol atraiu milhares de pessoas para a Avenida Leste Oeste, no Centro de Londrina, que aproveitaram o feriado para participar das comemorações da Independência do Brasil.
De acordo com o tenente da Polícia Militar Gustavo Hauenstein, que coordenou a organização do evento, cerca de seis mil pessoas estiveram na avenida acompanhando o desfile.
Sessenta homens da PM foram destacados para trabalhar na segurança, e foram auxiliados por agentes da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). Nenhum incidente foi registrado.
O evento, que terminou por volta do meio-dia, contou com a participação de algumas autoridades do setor de educação, polícia e de alguns vereadores de Londrina que acompanharam o desfile do palanque. O prefeito Nedson Micheleti (PT) não compareceu (leia mais na pág. 3).
O desfile foi aberto às 9 horas pelos ex-combatentes da Força Expedicionária Brasileira, seguidos pelo Tiro de Guerra e soldados da PM, Polícia Civil, Bombeiros e as polícias Rodoviária e Florestal. Além das escolas públicas, alunos de escolas particulares também desfilaram, seguidos de integrantes de projetos desenvolvidos pela prefeitura que incluem crianças e adolescentes.
Um dos grupos que mais chamaram a atenção durante o desfile foi o da Terceira Idade. Mais de 30 pessoas estiveram na avenida demonstrando alegria e muita disposição. O público também pode assistir apresentações de integrantes do Moto Clube Pés Vermelhos, que levaram para a avenida motos envenenadas.
O Clube do Carro Antigo de Londrina também apresentou os modelos que até hoje fazem sucesso entre colecionadores. O desfile foi encerrado pela Polícia Montada do 5º Batalhão da Polícia Militar do Paraná.
Civismo - Muitas famílias levantaram cedo para assistir o desfile. O vendedor Sinval Rodrigues de Oliveira e a mulher, Sheila Alves de Oliveira, levaram a filha Maria Eduarda, de apenas 1 ano e 9 meses para a avenida. ''Achamos importante trazer os filhos e passar desde cedo para a criança, o senso de patriotismo'', disse Sheila.
Para Sinval, que desfilou pela última vez quando ainda servia o Exército, em 1999, o evento de ontem foi uma forma de relembrar os bons tempos. Quando pequeno, ele desfilava pela Guarda-Mirim e a esposa, representando a escola. ''É uma forma de matar a saudade dos tempos da juventude'', disse Sinval.
A cozinheira Lucimara Guandeline também aproveitou a manhã para matar a saudade dos velhos tempos. ''Lembro de assistir todos os desfiles, mas nunca desfilei'', disse ela, que estava acompanhada da mãe, Olanda Guandeline, e da sobrinha, Islaine, de apenas 7 anos, que fez questão de vestir uma camiseta verde e amarela. ''É muito importante mostrar para as crianças o valor da Pátria.''
O evento só não foi tão bom para alguns ambulantes, que aproveitaram a festa para vender alimentos e bebidas. ''Está fraco'', reclamou o vendedor de água, cerveja e refrigerantes, Ademir Pereira dos Reis. ''Até agora só vendi 10 latinhas. Vou ficar no prejuízo'', afirmou enquanto carregava um pesado isopor nas costas.


