Tempo bom ajuda campanha de vacinação
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sábado, 15 de junho de 2002
Carina Paccola<br>Reportagem Local 
O sol favoreceu a movimentação de pais e filhos até os postos de vacinação, ontem, em Londrina, na primeira etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a paralisia infantil. Para muitas crianças, tomar vacina virou programa festivo.
Na Unidade Básica de Saúde do Conjunto Avelino Vieira (zona oeste), local escolhido para a abertura oficial da campanha em Londrina, a criançada foi recebida com banda municipal, pirulitos e bexigas coloridas. O Zé Gotinha e duas palhacinhas também deram uma força.
Com tanta animação, difícil encontrar alguma criança chorando. A doméstica desempregada Nilza de Souza, moradora do bairro João Turquino, caminhou meia hora para vacinar as duas filhas, de dois e seis anos. Se não vacinar, fica doente, disse.
Maria Aparecida Lima da Silva, que disse que é pedinte, levou quatro dos seis filhos até o posto. Ela mora no Jardim Olímpico, a dez minutos do Avelino. Aproveitou para vacinar o mais velho, de 14 anos, contra a hepatite. Fazia tempo que não via uma festa dessas. Está bom demais. Tem até repórter filmando a gente.
O secretário da Saúde de Londrina, Sílvio Fernandes da Silva, cumpriu a tradição e vacinou algumas crianças para fotógrafos e cinegrafistas. A meta em Londrina é que 38.503 crianças, com idade até cinco anos, recebam a gotinha que previne contra a paralisia infantil.
O secretário disse que as campanhas de vacinação têm atingido cerca de 95% das crianças de Londrina. Ontem, a vacinação ocorreu em 51 unidades de saúde e mais 95 postos volantes em áreas de grande circulação de pessoas, como supermercados, terminais de ônibus, farmácias, escolas, igrejas e shoppings centers.
O Brasil não registra ocorrência da poliomelite há 13 anos. Segundo o secretário, em alguns países, como Paquistão e Indonésia, ainda há casos. Por isso nosso empenho em atingir todas as crianças, para que não haja risco.


