O professor de Psicologia da UEL, Alex Eduardo Gallo, lembra que a sociedade atual, que valoriza mais o ''ter'' do que o ''ser'', contribui para a prática de crimes violentos. Para o professor, ninguém carrega em si uma certa maldade, porém, em função do processo evolutivo por seleção natural, as pessoas são predadoras.
''Temos uma predisposição evolutiva para a agressividade, mas isso não justifica a agressão gratuita. Existem casos de transtornos psiquiátricos graves em que as pessoas acabam matando, sentindo prazer nisso, mas esses casos seriam alguns tipos específicos de sociopatas e psicopatas. De modo geral, as pessoas não matam outras porque são más'', diz.
Ela acrescenta que ''as pessoas são medidas pelos bens que possuem e não pelos valores que apresentam. Essas mortes fúteis acabam sendo produto de uma combinação de diversos fatores: a falta de valores, a sociedade consumista, problemas sociais, educacionais e a falta de perspectivas. A pessoa ''pesa'' a vida de outro e o bem que ela quer ou o dano provocado por ela. Se o bem ou o dano (dívida) valer mais do que a vida do outro e as consequências não forem efetivas, pode cometer um homicídio. (F.B.)

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