Temos feito remendos em cima de remendo
Os mais de 40 anos de funcionamento e atendimento à população são visíveis na estrutura física da Clínica Odontológica Universitária (COU) na Rua Pernambuco, no centro de Londrina. "Essa construção tem cerca de 60 anos e, apesar dos riscos, não há insegurança para os atendimentos dos pacientes", esclarece o diretor José Roberto Pinto.
Ele aponta a estrutura em madeira de algumas salas como a principal preocupação. "Temos investido em trabalhos de prevenção de incêndio e feito remendos em cima de remendo. Porém, quando chove, as infiltrações ficam aparentes e há alagamentos, principalmente no corredor de acesso aos ambulatórios", explica.
A equipe da FOLHA percorreu o prédio e verificou que a manutenção da pintura de algumas salas e até a limpeza da fachada foram feitas graças à colaboração de empresas privadas do município. Outro problema está no acesso à Clínica Odontológica, pois na entrada está instalada a central de gás inflamável.
Em nenhum dos ambientes há piso tátil e o acesso ao segundo andar é só através de escadas. No principal ambulatório, o diretor explica que além da infiltração, a questão é que não há barreiras físicas para separar as cadeiras de atendimento. "Isso não é o correto", avalia.
A mudança para a nova unidade também resolveria um outro problema enfrentado principalmente pelos alunos, que é o barulho nas salas de aula. As quadras de esportes do Colégio Aplicação são separadas apenas por uma tela e o som do ginásio ecoa para a clínica.
No pronto-socorro 24 horas, o acesso de cadeirantes à secretaria é complicado porque toda a estrutura é improvisada. "Todo o sistema de saúde do Estado está precário. Aqui mesmo, quem vem à noite ou de madrugada fica praticamente exposto ao frio porque dá para ver que não é o lugar mais adequado. A sala de espera tem que ser maior e adaptada para toda a população", aponta o paciente Robson Francisco de Souza, morador do Conjunto Maria Celina, na zona norte.
"É tudo adaptado dentro do que é possível. Está na hora do governo olhar com carinho para nós, pois atendemos uma demanda muito grande de pacientes que não têm condições de pagar por um tratamento, além de realizar atendimentos de alta complexidade e investir em prevenção. Isso tem que ser reconhecido", declara o diretor.





