Temos 397 crianças em acompanhamento
Na Escola Municipal Maria Irene Vicentini Teodoro, Natan Luiz Bastos de Souza, 11 anos, estuda em uma sala comum com os outros colegas do terceiro ano e no outro período frequenta a sala de recursos multifuncionais. Nascido aos seis meses de gestação e vítima de uma meningite, o menino tem deficiências leves intelectual e visual.
Janine Anidridd Bastos, mãe de Natan, informa que o garoto frequenta o ensino regular há pouco mais de um ano. ''Morávamos em Curitiba, onde frequentava a sala especial. Viemos para cá, ele fez um teste e foi inserido no 3º ano.''
Embora o menino tenha sido reprovado, a mãe já notou mudanças. ''Percebi que o desenvolvimento dele foi melhor em uma sala normal, aprendeu a ler e a escrever.'' A professora da sala de recursos, Carla Cordeiro, também vê avanços na autoestima. ''Ele sabe que tem dificuldades, que precisa se esforçar mais do que as outras crianças, mas é bastante esforçado e participa de todas as atividades.''
Parceiros
Na rede municipal de ensino de Londrina, as crianças com necessidades especiais frequentam as aulas com todas as outras. Aquelas com maior comprometimento, seja físico ou mental, dispõem de professores de apoio permanente. De acordo com Cristiane Sola Rogério, gerente educacional de apoio especializado, cada professor atende exclusivamente uma criança, o tempo todo.
Todas as crianças com algum tipo de deficiência, independente do grau, frequentam o ensino regular normal e no horário inverso frequentam a sala de recurso multifuncional. ''Atualmente temos 397 crianças em acompanhamento. Dessas, 227 recebem atendimento em uma das 31 salas de recursos multifuncionais e 170 em instituições parceiras, como o Instituto dos Cegos e a APS-Down'', explica Cristiane. Esses parceiros fazem o atendimento à criança e também orientam o professor de apoio. Há ainda cinco salas específicas para crianças com Transtorno Global de Desenvolvimento, como autismo, síndrome de asperger, psicoses infantis e outras. (E.G.)





