Lúcio Horta
De Londrina
O secretário Estadual de Saúde, Armando Raggio, ficou irritado ontem de manhã depois que foi questionado sobre a reabertura do Hospital Londrina, de Cambé. Ele esteve em Londrina para participar da abertura do simpósio ‘‘Saúde Bucal Não Tem Idade’’, realizado pela Associação Odontológica Norte do Paraná.
‘‘Que hospital? Ele funciona? A Golden Cross vai vendê-lo? O que é que tem dentro dele?’’, foram algumas das perguntas que o secretário devolveu a um repórter que levantou o assunto. Depois, desconversou, dizendo que o caso está sendo tratado pelo diretor-geral da Secretaria Estadual de Saúde, Arnaldo Bertone. O Hospital Londrina foi fechado em dezembro de 1997 e a sua reativação vem sendo defendida por diversas entidades de Londrina e Cambé como uma das alternativas para melhorar e ampliar a atendimento da saúde pública na região.
Também questionado sobre o assunto, o prefeito de Cambé, José do Carmo Garcia (PTB), presente no encontro da Associação Odontológica, defendeu que as lideranças da região devem unificar o discurso, elegendo o que é mais importante para amenizar o problema do atendimento público de saúde.
O prefeito destacou que é importante a comunidade decidir que tipo de investimento é mais importante para região, seja ele a reativação do Hospital Londrina ou a reforma do Hospital Universitário (HU). Ele entende que, tanto uma coisa quanto outra resultarão no aumento da capacidade de atendimento, que é o objetivo de todos. ‘‘Minha tese é priorizar’’, explicou. ‘‘Se falarmos uma coisa só, ele (Raggio) muda o discurso.’
Armando Raggio também não trouxe novidades sobre a reforma no HU. Disse apenas que aguarda do Conselho de Reestruturação e Ajuste Fiscal do Estado (Crafe) a liberação da verba de R$ 1 milhão, prometida pelo governador Jaime Lerner (PFL) em outubro do ano passado, para início das obras.
Sobre a crise dos hospitais da região, que têm sofrido com a superlotação constante, o secretário respondeu que uma das saídas seria a incrementação de programas como o Sistema de Internação Domiciliar (SID), desenvolvido em Londrina. ‘‘Evitar o atendimento hospitalar é uma solução. E Londrina já tem a solução’’, destacou, lembrando que o programa atende na cidade mais de 100 pacientes. ‘‘São mais de 100 leitos! ’’, destacou Raggio.

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