‘‘Num noticiário de TV, tão veloz e tão variado, todas as notícias parecem ter o mesmo peso’’. Esse foi o tema da prova de redação, realizada ontem no vestibular da Universidade Estadual de Londrina (UEL). O assunto surpreendeu a maioria dos candidatos. A expectativa era por temas como globalização, clonagem, reeleição e Copa do Mundo.
‘‘Foi uma surpresa’’, disse a vestibulanda Daniela do Vale Pereira, 20 anos. ‘‘Achei complicado na hora de desenvolver as idéias e o texto’’. Daniela concorre a uma vaga no curso de arquitetura. A opinião é dividida pelos estudantes Fábio Henrique Mortean, 17 anos, e Eliza Youkie Yamakawa, 17 anos, candidatos ao curso de administração. ‘‘Esperava que o tema fosse sobre os remédios falsos’’, disse Fábio.
Na opinião do vestibulando Bruno Piccinini, 18 anos, o tema da redação foi interessante. ‘‘Achei que seria reeleição ou globalização, mas gostei do tema’’, afirmou. Para ele, o desenvolvimento do assunto foi fácil, ‘‘já que a televisão está presente no nosso dia-a-dia. Abordei a edição das matérias, que possibilita a valorização do assunto, seja qual for’’, contou. ‘‘Mas ressaltei que a leitura é um hábito mais saudável’’. Além da redação, os candidatos realizaram ontem a prova de Língua Portuguesa.
Marcos BorgesDaniela Pereira:
‘Achei complicado
desenvolver as
idéias e o texto’O vestibular de inverno da UEL está sendo um dos mais tranquilos dos últimos anos, conforme informou o secretário geral da Comissão Permanente de Seleção (Copese), Reynaldo Ramon.
Ontem apenas 48 candidatos faltaram às provas. O índice de desistência é de 5,93%, totalizando 1.321 vestibulandos fora do concurso e não 2.500, como a Folha publicou ontem. ‘‘É o menor índice dos últimos dez anos’’, afirmou Ramon. Nos últimos vestibulares, a média de desistência tem ficado em torno de 11%. A expectativa da coordenação é que neste concurso esse índice fique próximo a 6,5%.
Segundo o coordenador da equipe médica do vestibular, Edcésar Vicente Leite, as ocorrências médicas estão dentro dos padrões normais. Na segunda-feira foram atendidos 92 candidatos. A média de atendimentos está em torno de 0,5%. ‘‘Esse é o índice registrado nos outros concursos’’. Segundo ele, a maior queixa dos vestibulandos tem sido dor de cabeça. ‘‘Apareceram também alguns casos de crise asmática, hipoglicemia e torções’’, contou. Ontem, uma candidatada teve que abandonar as provas por causa de uma gastroenterite. ‘‘Nesse caso foi necessário o tratamento hospitalar e ela foi encaminhada ao HU’’.Marcos BorgesBruno Piccinini:
‘Achei que o tema
seria reeleição
ou globalização’’Josiane Schulz

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