Mais uma ameaça de bomba, desta vez no prédio da Folha de Londrina, mobilizou ontem a Polícia Militar e assustou funcionários e vizinhos. Durante duas horas, a equipe antibombas da PM vistoriou o prédio do jornal, no Centro da cidade, mas nada foi encontrado.
Segundo a PM, o ''trote'' foi possivelmente decorrente da primeira ameaça, na última terça-feira, quando foi encontrado em um shopping da Rua Sergipe (Área Central), um pacote de papelão com uma bomba. ''É comum aparecerem ligações infundadas de pessoas de má índole depois de um episódio desses'', disse o aspirante Franck Sione dos Santos, da equipe antibombas da PM. Segundo Santos, no caso da Rua Sergipe, ainda está sendo realizada uma perícia para identificar o nível de destruição que a bomba poderia ter. ''Neste caso, era uma bomba mesmo'', afirmou.
Na Folha, a história começou com uma ligação anônima para a Central de Atendimento (CAF), por volta das 13h30. A atendente da CAF, Gislaine Teixeira, de 27 anos, foi quem recebeu a ligação. ''Eu tinha acabado de entrar no trabalho, foi a minha primeira ligação do dia'', contou. Segundo ela, depois de se identificar como atendente da Folha, um homem ''adulto, não criança'' disse: ''Só quero dar um aviso: tem uma bomba no prédio de vocês''. ''Aí ficou mudo e desligou'', disse a atendente, acrescentando que a ligação aparentava ser de um telefone público - informação que foi confirmada mais tarde. Um telefone público da Avenida Celso Garcia Cid, próximo à Folha, foi usado para a ligação.
Como na CAF todos as ligações são gravadas e há um identificador de chamadas, Gislaine retornou a ligação para se certificar de que não era um trote. ''Liguei uma vez e deu ocupado, liguei outra e não atendeu, mas avisamos para o encarregado de segurança da Folha'', disse. Gislaine conta que primeiro achou que a ligação ''fosse uma brincadeira'', mas lembra que ficou assustada quando os funcionários tiveram que sair do prédio. ''Na hora que saí fiquei nervosa'', disse a funcionária, que trabalha há um ano no jornal.
O encarregado de patrimônio e técnico de segurança do trabalho, Francisco Carlos Selli, avisou ao superintendente da Folha, José Eduardo de Andrade Vieira, que imediatamente ligou para a polícia. ''Achei que poderia ser brincadeira de mau gosto de alguém, mas não podíamos assumir esse risco'', afirmou José Eduardo.
A Polícia Militar orientou que todo o prédio da Folha fosse evacuado, e que os vizinhos fossem avisados. O Pelotão de Choque e a Rone chegaram em cerca de dez minutos e iniciaram a vistoria no prédio, que tem quatro pavimentos no total, dois subsolos, térreo e primeiro andar. O trânsito na Rua Piauí foi interditado e dezenas de pessoas se aglomeraram para tentar acompanhar o que acontecia. Só mais de duas horas depois, a PM descartou a existência de uma bomba.

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