Ela se certificou antes de inscrever o filho na disputa da Olimpíada da Língua Portuguesa. Poderia um aluno, filha da professora, participar da competição? A partir do sim da organização, Carla Amábili Gallo Gimenez Lima não teve dúvida de que o pupilo tinha potencial para vencer. ''A primeira instrução que eu dei na oficina de poema em sala de aula foi que poesia e poema têm que transmitir o sentimento'', conta.
Na aula, Carla instruiu os alunos a escreverem sobre coisas ou pessoas pelas quais eles tinham afeto. Ulisses foi o mais bem sucedido. Falou da vida no campo, das brincadeiras, da praça-monumento aos filhos mais ilustres da terra - Chitãozinho e Xororó - e a atividades lúdicas, como viajar pelo mundo com o pai através do Google Earth, onde ele apresentou a Astorga espanhola ao menino.
A escolha de Ulisses para participar da etapa estadual e nacionais foi respaldada pela diretora Roseli Biazin Malaquias, comandante que já comemorava em 2012 a performance dos pequenos estudantes da Monsenhor Celso no teste oficial promovido pelo Ministério da Educação. Ela conta que o sucesso de Ulisses está em um contexto de excelência. A Monsenhor Celso ficou entre as melhores escolas municipais do Estado e ajudou o município a ter o melhor desempenho na região de Maringá no Índice de Desenvolvimento do Ensino Básico. A escola teve nota de 7,3, 16% melhor do que no teste anterior (em 2009) e bem superior a média estadual, de 5,6, e nacional, 5. (L.F.M.)

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