Um duelo com pistolas de água, luta de boxe e até prova de corrida renderam muitas gargalhas do público e transformaram a Praça Marechal Floriano Peixoto (Área Central de Londrina) em um palco de muitas palhaçadas na manhã de ontem. O espetáculo "Qual a graça de Laurinda?", da Triolé Cultural, de Londrina, e a turma do Plantão Sorriso mostraram que, além de um "santo remédio", "fazer rir" está sempre na moda.
"Nosso o objetivo é mesmo mexer o cotidiano de quem passa pelo centro, mudar a rotina e trazer um pouco de alegria", destaca o ator Alexandre Simioni, da trupe Triolé Cultural, que há três anos interpreta o palhaço Lambreta.
"Assim como fazemos nos quartos dos hospitais de Londrina e região, aqui simulamos uma intervenção médica, curando o mau humor e fazendo com que as pessoas consigam rir de si mesmas, levando a vida de uma forma mais leve, positiva", completa o ator André Demarchi, que interpreta o palhaço Pinduca e integra o Plantão Sorriso há um ano.
As atrações fazem parte da programação da segunda edição do Festival Nariz Vermelho, realizado pelo Instituto Cidadania, com o patrocínio do Programa Municipal de Incentivo à Cultura (Promic). As apresentações seguem até domingo.
Entre as dezenas de adultos e crianças que acompanhavam as peripécias dos artistas, André, de 8 anos, era pura alegria ao lado do pai, o funcionário público Luiz Ricardo Alves. "Acho importante que ele se interesse pelo mundo das artes, para que no futuro valorize e apoie os eventos culturais da cidade", disse.
Waterson Pasterik Júnior, de 4, foi com a avó Arlene Maria Bergamaschi assistir as apresentações. Em questão de segundos, a seriedade que tomava conta do menino se transformou em tímidos sorrisos e depois grandes gargalhadas durante a interação com os artistas. "É que eu gosto de palhaço, ele faz cada coisa doida!", disse, animado, o menino.
Além da companhia dos pais e responsáveis, algumas crianças também curtiram o espetáculo ao lado dos coleguinhas da escola, como é o caso de Maria Júlia dos Santos, de 5, aluna do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Valéria Veronesi, localizado na área central. "Estou acostumada a assistir as apresentações com a minha mãe, mas também gostei de vir com meus coleguinhas. Estamos nos divertindo bastante", afirmou.
Além de Maria Júlia, outras 39 crianças da CMEI acompanharam o espetáculo. Essa é a segunda vez que os professores levam as crianças para acompanhar o festival e, de acordo, com a professora Karine Mendonça Pessoa Freitas, o intuito é possibilitar o acesso à cultura. "Nem todos têm condições de ir com a família até pela questão financeira, então quando tem um espetáculo gratuito a gente faz questão de ir e estimular esse interesse nas crianças", enfatiza. "A interação das crianças com a arte desenvolve a criatividade, amplia o conhecimento, além de, é claro, ser uma momento de diversão com os amigos."

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