O novo reitor ou reitora da Universidade Estadual de Londrina (UEL) encontrará uma universidade desordenada, que precisa de uma reforma administrativa, segundo o atual reitor Pedro Gordan. ‘‘A estrutura ainda é vertical. Tem muito chefe para pouco índio. Precisa ser horinzontalizada’’, afirmou Gordan, que está no cargo há oito meses.
Gordan salienta que a reforma administrativa esbarra no orçamento. Os R$ 186 milhões provenientes do governo estadual, segundo o reitor, são suficientes apenas para cobrir a folha de pagamento, que gira em torno de R$ 110 milhões.
‘‘A universidade gera em recursos próprios R$ 40 milhões, do qual não podemos lançar mão’’, afirmou Gordan. ‘‘Por isso é fundamental a autonomia da UEL, para que a administração possa planejar a forma e a quantia que será gasta’’, acrescentou.
Além dos problemas o novo reitor ou reitora irá encontrar, na avaliação de Gordan, ‘‘uma universidade muito mais consciente e controlada pelos conselhos – universitário, administrativo e de ensino, pesquisa e extensão’’.

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