Bosque Municipal: uma das principais áreas verdes de Londrina
Bosque Municipal: uma das principais áreas verdes de Londrina | Foto: Ricardo Chicarelli



Um sábado ensolarado de sol não foi suficiente para atrair londrinenses aos parques da região Norte de Londrina. A reportagem permaneceu no Lago Norte e também no Cabrinha e não encontrou pessoas usando as estruturas de lazer. Bancos quebrados, parquinhos deteriorados e falta de árvores em alguns pontos foram apontados por vizinhos como um possível motivo da pouca frequência. "O problema maior é que o lago era lindo e está acabando", afirmou o motorista Francisco da Luz, que mora às margens do Cabrinha e teme que a área seja eliminada pelo assoreamento. A Sema informou que não há projeto de desassoreamento dos lagos da região.

Apesar da preocupação com a área de lazer, Luz garante que morar vizinho ao parque é um privilégio. "As árvores fazem uma sombra muito boa e a gente costuma se reunir embaixo delas para fugir do calor, mas não é todo mundo que frequenta. Seria melhor se tivesse mais bancos e árvores em todo o parque", opina.

Lago na zona norte: estruturas, como bancos, foram quebradas
Lago na zona norte: estruturas, como bancos, foram quebradas | Foto: Ricardo Chicarelli



Por achar que falta sombra nos parques da zona norte, a sacoleira Terezinha Fernandes Camargo atravessa a cidade para levar a neta ao Arthur Thomas. "Gosto muito de vir aqui, só me canso na subida para sair", brinca ela, que apesar de gostar do parque não costuma ficar por muito tempo. "A sombra é boa, mas falta um parquinho infantil e um lugar que a gente possa ficar", diz a avó, que gosta de estar em contato com a natureza e acredita que a falta de tempo também afasta as pessoas das áreas verdes.

O enfermeiro Marcos Antônio da Silva também gosta de levar a filha ao Arthur Thomas, mas reclama da necessidade de poda da grama e da falta de educação das pessoas que largam lixo pela estrutura do local. "Outro problema é a falta de acessibilidade. Londrina tem muitas opções de áreas verdes, mas falta melhorar a conservação", afirma Silva, que aponta a "preguiça" como outra causa para a baixa frequência. "Quem gosta da natureza sempre vem. As pessoas precisam valorizar mais os nossos espaços", afirma.

Parque Arthur Thomas: usuários reclamam da falta de equipamentos
Parque Arthur Thomas: usuários reclamam da falta de equipamentos | Foto: Gustavo Carneiro



No Zerão, a pista de caminhada é bem frequentada pela população do Centro, mas a falta de manutenção é visível na academia com equipamentos quebrados, no parque infantil destruído e pichações por toda a área. O banheiro, conforme informações da Sema, foi fechado a pedido dos próprios frequentadores por causa de vândalos que sujavam o local. O parque totalmente arborizado, com muito espaço para brincar, fazer piqueniques ou apenas descansar, acaba atraindo visitantes apressados que fazem exercícios e depois vão embora.

A dona de casa Marilza Silva faz caminhadas no Zerão e logo vai embora porque tem medo de assaltos. "O parque precisa de mais segurança. Canso de ver vidros de carros estourados por ladrões que levam bolsas de quem vem caminhar", exemplifica.

Zerão: falta de manutenção é visível nos equipamentos quebrados e nas pichações
Zerão: falta de manutenção é visível nos equipamentos quebrados e nas pichações | Foto: Ricardo Chicarelli



Ela acha que o local poderia ser mais frequentado e atribui ao vandalismo e à falta de manutenção a falta de interesse das pessoas. "Há alguns anos vinha uma professora de educação física da prefeitura dar aulas e muita gente frequentava. Faltam mais ações como essa", sugere.
(C.A.)

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