Quarenta anos também serviram para diminuir o preconceito contra as mulheres fardadas. Representante do gênero com mais tempo de casa no 5º Batalhão de Polícia Militar (BPM), a terceiro-sargento Sueli Batista Beserra, 44 anos, ingressou na corporação numa época em que ''achavam que as mulheres só serviam para cuidar do trânsito''.
''E mesmo assim, ouvíamos desaforo de motoristas. Um homem me disse que meu lugar era na cozinha. Provei que não'', afirma a policial formada em 1982. Com o tempo, diz, as mulheres foram conquistando espaço em outras sessões da PM e mostrando que podiam enfrentar bandidos como qualquer policial. ''O pessoal adquiriu mais confiabilidade na mulher'', acredita.
Sueli lembra que entrou para o 5º BPM numa turma de 45 mulheres. Em 25 anos, ainda de acordo com ela, o número de policiais do sexo feminino praticamente dobrou no batalhão. ''Entre os novos alunos, você vê rapaz de 1,90 metro pedindo baixa porque não aguenta o treinamento. Enquanto isso, tem menina que calça o número 34 e atira de metralhadora melhor que muito homem.'' (V.N.)

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