Tem 'folhódromo' em Ribeirão do Pinhal
PUBLICAÇÃO
sábado, 30 de junho de 2007
Wilhan Santin<br>Reportagem Local 
O professor e vereador Cícero Rogério Sanches, que mora em Ribeirão do Pinhal (57 km a oeste de Jacarezinho), tranquila cidade de 15 mil habitantes, sempre observou com bastante interesse a roda de conversa - praticamente uma tradição do lugar - que todos os dias se forma no ponto de táxi da praça Erasmo Cordeiro.
Há dois anos e meio, com a intenção de dar ainda mais conteúdo às animadas e, às vezes, até polêmicas discussões, o professor resolveu patrocinar uma assinatura da FOLHA para os taxistas. A idéia deu mais certo do que ele esperava. ''Aqui se discute de tudo, do esporte à política. Por isso, como a FOLHA é um veículo imparcial e o mais aceito em nossa região, providenciei a assinatura. Hoje em dia, dezenas de pessoas param aqui só para ler o jornal'', comenta.
O taxista Dodanin Calixto, ou Dodana, como preferem seus colegas, conta que o ponto sempre teve apelidos, como ''senadinho'' e ''boca maldita de Ribeirão do Pinhal'', porém atualmente todos o conhecem como ''Folhódromo''.
''Muita gente passa aqui para ler o jornal, daí os comentários e discussões sobre as notícias são inevitáveis. Até estudantes vêm, de lápis e caderno nas mãos, para fazer pesquisas. Muitas vezes nos pedem para recortar alguma reportagem. O interessante é que daqui as notícias se espalham pela cidade. A nossa rádio, a Cultura Serpim, todos os dias comenta as matérias da FOLHA e já até falaram no ar sobre a leitura do jornal no nosso ponto'', orgulha-se Dodana.
Um dos frequentadores assíduos é o vendedor Euclides Honório. ''Não deixo de vir. Aqui tenho momentos agradáveis de leitura e de bate-papo com o pessoal. Gosto de todos os cadernos, mas quando tem notícia do Corinthians prefiro o de esportes'', diz o fiel torcedor.
Já o comerciante Ademar Gonçalves Corrêa Júnior recebe a FOLHA em sua loja, porém não deixa de comparecer ao ''Folhódromo''. ''Leio o jornal na empresa e venho discutir as notícias aqui'', explica.


