Em março de 2006, os primeiros paralelepípedos da Rua Maestro Egídio do Amaral, ao lado da Concha Acústica (Área Central de Londrina), eram retirados pelos funcionários da empresa terceirizada contratada pela administração municipal para construir o Memorial do Pioneiro. Um ano depois, a obra está parada e ainda traz transtornos para os moradores e comerciantes da região.
As críticas são tão intensas que a obra transformou-se num verdadeiro ''telhado de vidro'' da administração municipal. A revitalização da praça onde está a Concha Acústica, foi entregue no prazo. A obra custou R$ 135 mil. A conclusão do memorial, no entanto, só deve ocorrer no final do semestre. Pelo menos, essa é a ''expectativa'' - não previsão - do secretário municipal da Cultura, Luciano Bittencourt.
''Tivemos problemas com a empreiteira que venceu a licitação. A prefeitura notificou a empresa, rompeu o contrato e cumpriu todos os prazos legais. Em breve, uma nova empresa será contratada através de carta-convite, devido ao valor mais baixo da obra agora'', declarou.
O que, portanto, vai exigir ainda mais paciência de quem circula pelo local todos os dias. É o caso da professora aposentada Maria Aparecida Felizola, 62 anos. Mesmo declarando é a favor do memorial, ela conta que enfrenta transtornos diários com a paralisação.
''Não sou contra desde que se faça uma coisa decente. A entrada de carro para o prédio agora é só pela Rua Souza Naves. É um transtorno porque ali o movimento é muito grande'', reclama. O acesso pela Rua Rio de Janeiro, que era usado antes, foi provisoriamente fechado com uma barra de ferro fixada com cimento na esquina com a Piauí. A barreira impede, por exemplo, que cadeirantes que estejam em frente ao Correio atravessem a rua sem ter de disputar espaço com carros e motos.
Outra queixa de Maria Aparecida é contra o número reduzido de vagas de estacionamento na Área Central. Desde o início da obra, os motoristas são impedidos de para na Rua Maestro Egídio do Amaral.
Pior para os comerciantes do local. De acordo com a estagiária da única academia da via, os alunos enfrentam dificuldades para estacionar nas proximidades. ''Muitos já foram multados por parar nessa área. É ruim para os alunos e um atrativo a menos para a academia'', declara Alessandra Pereira, 20.
E para tornar o Centro ''vivo'', a secretaria deverá promover ações na região. Um exemplo é a volta do projeto Sexta na Concha, que trazia atrações artísticas para o local e pode ser retomado antes mesmo da inaguruação do memorial.
Até agora, a prefeitura já gastou R$ 91 mil com a obra. O contrato inicial era de R$ 144 mil, mas como não foi cumprido, somente uma parte foi paga. Para esta nova licitação, o preço máximo previsto é de R$ 63 mil. Além da revitalização, o memorial terá como principal atração 15 tótens, onde serão inscritos os nomes de 3 mil pioneiros. Só essa parte vai custar outros R$ 144 mil.

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