Teleportação e contatos com ETs estão nos planos
Da Redação
e Agência Estado
Cientistas americanos da Califórnia anunciaram este ano a realização da primeira teleportação quântica completa da história. Eles teriam transferido as propriedades de um feixe de fótons isto é, de um raio de luz comum para outro feixe, localizado no extremo oposto da bancada do laboratório, a um metro de distância. Para todos os efeitos, essa réplica exata pode ser vista como o próprio primeiro raio, teleportado.
Em dezembro de 97, um grupo de cientistas austríacos fez o mesmo com um único fóton. Mas Jeff Kimble, professor de Física do Instituto de Tecnologia da Califórnia, diz que o teletransporte americano é um avanço importante sobre o feito austríaco.
Essa teleportação é possível graças ao efeito conhecido como Paradoxo EPR. O nome vem dos três cientistas que o propuseram pela primeira vez, em 1936: Albert Einstein, Boris Podolsky e Nathan Rosen. Ironicamente, o paradoxo foi proposto como uma tentativa de demonstrar que a mecânica quântica a teoria da Física que trata do universo das partículas subatômicas leva a conclusões absurdas, e que portanto deveria estar errada. Hoje, porém, sabe-se que o paradoxo, embora possa soar absurdo, funciona na prática.
O que o Paradoxo EPR diz é que duas partículas subatômicas podem ser ligadas de forma tal que qualquer alteração em uma delas causará uma mudança instantânea na outra não importa a distância entre elas.
Através de uma série de passos um pouco mais complexa e em velocidade inferior ou, no máximo, igual à da luz é possível usar o efeito para transmitir informação. É assim que a teleportação quântica funciona: um conjunto de partículas subatômicas é conectado a outro pelo efeito EPR. Em seguida, usa-se essa conexão para gerar uma réplica exata do conjunto original que, necessariamente, acaba se descaracterizando no processo.
Esse efeito poderá ajudar na criação de computadores fotônicos que funcionam com base em raios de luz, e não em correntes elétricas. Jeff Kimble diz que é difícil imaginar que, dentro de cem anos, meios quânticos não estejam sendo utilizados para transmitir informação.
Já o teletransporte de objetos sólidos gera problemas bem diferentes. Embora a tecnologia de se transferir estados quânticos de partícula a partícula pareça já dominada, a quantidade de pares de partículas, todos ligados pelo Paradoxo EPR, que seria exigida no teletransporte de um corpo maior um grão de poeira ou mesmo uma bactéria está numa escala que talvez seja impossível de se obter, ou de se controlar. Isso, claro, sem se levar em conta as questões filosóficas: a réplica exata de uma pessoa, até o último elétron do último átomo, é exatamente a mesma pessoa?
Outra esperada novidade para o próximo século: o dia em que faremos contatos com extraterrestres. Os astrônomos ainda não sabem como eles são micróbios ou uma civilização avançada nem extamente onde estão, mas acreditam que as possibilidades de contao aumentaram bastante, com algumas inovações no Programa de Busca à Inteligência Extraterrestre dos Estados Unidos.





