Telepar troca números sem avisar usuário em Arapongas
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segunda-feira, 30 de abril de 2001
Luciano Augusto De Londrina 
A Associação Comercial e Industrial de Arapongas (37 quilômetros a oeste de Londrina) protocolou ontem, na Promotoria de Defesa do Consumidor, pedido de investigação para apurar irregularidades cometidas pela Telepar Brasil Telecom durante os serviços de ampliação das centrais telefônicas da cidade. De acordo com a empresa, o trabalho de expansão do sistema foi realizado entre 9 e 25 de abril e 3.800 telefones tiveram seus números alterados.
O advogado da Acia, Júlio Cesar Rodrigues, afirmou que a empresa não comunicou os proprietários das linhas que os números dos telefones seriam alterados com a antecedência mínima de 90 dias, exigida pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Segundo ele, em muitos casos o aviso ocorreu apenas na véspera da mudança, através de telefonema realizado por pessoa terceirizada da Telepar, com quem não era possível obter qualquer espécie de informação complementar. Outros usuários reclamaram que o sistema de informações que alertava sobre a alteração do telefone informava erroneamente o novo número ou avisava que o proprietário não havia autorizado a sua divulgação.
O presidente da associação, Kléber Antônio Fernandes, disse que os maiores prejudicados foram as empresas. Sem quantificar as perdas, ele disse que algumas tiveram que inutilizar impressos e brindes que foram fabricados com os números antigos.
A Telepar Brasil Telecom justificou a falha, informando que houve um problema com as correspondências enviadas para o Bairro Sampaio, onde os usuários não foram comunicados. A empresa não soube esclarecer porque os proprietários das linhas não receberam o informe que avisava sobre a mudança. A Telepar informou que esse serviço não é terceirizado e que a entrega das cartas é feita diretamente por empregados da própria empresa.
Sobre os problemas no sistema de gravação que informa a alteração e fornece o novo número, a Telepar classificou-os como defeitos pontuais, que estão sendo resolvidos individualmente. A empresa garantiu que no bairro Aeroporto, onde também foram realizadas obras de expansão, os proprietários das linhas foram avisados no prazo legal.
Segundo a Telepar, o serviço era necessário para atender toda a demanda do município. Foram instaladas mais duas centrais telefônicas (a cidade possuía apenas uma) e o número de terminais privados subiu para 20 mil.


