O gerente da Telepar em Guarapuava, Andersen Tosin, explicou ontem aos vereadores do município como ocorria o golpe das vendas de linhas telefônicas, aplicado pela empresa Alcance Celular na cidade. Cerca de 150 pessoas foram lesadas. Elas pagavam as linhas telefônicas à Alcance, tinham os telefones instalados e depois descobriam que as linhas eram alugadas em imobiliárias.
Tosin disse que todas as vítimas do golpe sabiam dos riscos que corriam. ‘‘A Telepar não tem nenhuma empresa cadastrada para vender telefones em seu nome’’, disse Tosin.
O gerente afirmou ainda que a Alcance Celular só tinha autorização para telefonia celular. ‘‘Nós nunca autorizamos a venda de linhas convencionais. A assessoria jurídica da Telepar está tomando providências legais contra a Alcance por ter envolvido o nome da Telepar nas vendas’’, argumentou.
Segundo o diretor do Procon em Guarapuava, Rodrigo Bettega Resetti, a maioria das vítimas procurou o órgão para tentar solucionar o problema. ‘‘Aguardamos a posição da Justiça. A empresa está sendo processada.’’ Resetti informou que a Alcance entrou em concordata.

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