Dimitri do Valle
A fila de inscritos interessados na aquisição de um telefone fixo chega a 520 mil no Paraná. O tempo de espera de cada linha é, em média, de 15 meses, mas há casos, dependendo da central, que o serviço pode ser feito em 30 dias. O gerente do departamento de loja da Telepar, Eliseu Galva, acredita que até o final do ano que vem todo este contingente possa ser atendido. Desde 1996 a companhia telefônica paranaense vem registrando um crescimento no número de pedidos e de aparelhos instalados, segundo Galva.
O diretor aponta que a lista de candidatos cresceu ainda mais após a privatização das teles em julho do ano passado quando o preço da linha caiu de R$ 1,1 mil para R$ 99,50. ‘‘Os 520 mil inscritos não representam um problema para nós. Pelo contrário, é um mercado bastante interessante’’, afirma. A Telepar quer fechar 1999 com 280 mil telefones instalados. No ano que vem serão mais 300 mil.
Sobre o aumento de 56% no número de reclamações registrados no Serviço de Atendimento ao Consumidor na Região Metropolitana de Curitiba, divulgado ontem pela Folha, Eliseu entende que a clientela está cada vez mais exigente. ‘‘O consumidor está encontrando mais órgãos para reclamar’’, analisa Galva. O diretor da Telepar acredita que muitas das consultas não chegam nem a ser problemas. ‘‘De janeiro para cá, das 550 consultas registradas, 458 eram orientações de como a Telepar trabalha e dúvidas sobre contas e informações técnicas’’, relata.
Eliseu Galva também contestou dados apresentados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Em abril, segundo o órgão do governo federal que fiscaliza as teles após a privatização, a Telepar deveria consertar 21% dos aparelhos para cada grupo de 100 telefones em serviço. O realizado chegou a 18,66%. Segundo o diretor da empresa a conta é feita justamente ao contrário, ou seja, quanto mais elevado for o índice, maior o número de telefones consertados.

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