Telemedicina utiliza recursos tecnológicos para dispensar presença do médico
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quarta-feira, 23 de maio de 2012
Redação FolhaWeb 
Em se tratando do atendimento a doenças cardiovasculares, cada minuto conta. A realidade, no entanto, é que na saúde pública os hospitais primários e secundários não possuem médicos especializados. Os pacientes precisam então ser encaminhados às instituições terciárias, demandando tempo e causando problemas com superlotação.
Uma solução vem sendo estudada em Londrina há um ano. Trata-se da telemedicina, que utiliza recursos tecnológicos para dispensar a necessidade de o médico estar presente no local do atendimento. O médico especialista em um hospital terciário pode fazer o diagnóstico na hora e orientar sobre o melhor encaminhamento a ser dado ao paciente. Esta rotina possibilitaria que mais pacientes fossem atendidos no local.
''A Cardiologia é a área da Medicina que mais pode se beneficiar da telemedicina, porque é tempo-dependente'', salienta Manoel Canesin, professor adjunto de Cardiologia da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e diretor do Centro de Treinamento de Emergência Cardiológica da instituição. Ele faz parte do comitê do projeto ''De peito aberto'', da Philips.
Em Londrina, a parceria entre esse projeto e a empresa de tecnologia Telcor-Telemedicina do Coração resultou no desenvolvimento de um software com o objetivo de criar um projeto-piloto de telemedicina cardiológica em Londrina. A Telcor atua há dez anos em todo o Brasil com uma solução de laudos diagnósticos de eletrocardiograma por telemedicina. Segundo Canesin e Antônio Nechar, cardiologista e presidente da Telcor, a empresa é uma das poucas do gênero no Brasil. A reportagem tentou contato por diversas vezes com a Philips, mas não obteve retorno.
Leia mais na reportagem de Mie Francine Chiba exclusiva para assinantes da FOLHA.
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