Trabalhadores em telecomunicações protestaram ontem contra a privatização da Telebrás, marcada para o próximo dia 29, num ato que reuniu perto de 100 pessoas no centro de Curitiba. O ato foi organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Paraná (Sintell), que pretende alertar a população para as ‘‘desvantagens e ilegalidades’’ no processo de privatização.
Segundo a coordenadora do Sinttel e secretária-geral da Federação Interestadual dos Trabalhadores em Telecomunicações (Fittel), Carmelita Berthier, ‘‘a população está alheia ao processo de privatização e não está sabendo que o governo federal está na verdade doando a Telebrás para investidores estrangeiros’’.
A principal argumentação dos telefônicos é que a privatização não traria vantagens para os usuários. Tomando em consideração a estimativa oficial de instalação de 50 milhões de terminais até 2007, os telefônicos questionam o fato de a própria taxa de crescimento da Telebrás estar avaliada em 14% ao ano. Por essa conta, até 2007 teríamos 57 milhões de terminais instalados.
Outro ponto que os telefônicos temem são as demissões em massa a partir da venda da Telebrás. ‘‘Enquanto o governo anuncia na televisão a expansão de empregos, o que na verdade vai acontecer é um corte de 54% nos quadros funcionais’’, afirmou Carmelita Berthier.
Uma cabine de votação foi instalada para a realização de um plebiscito entre os passantes, que deveriam votar a favor ou contra a privatização. Queila dos Passos, 22 anos, comerciante, votou contra a privatização. ‘‘A Telebrás é coisa nossa e não pode ser vendida’’, disse ela. Manoel Martins da Conceição, 44 anos, eletrotécnico, disse que ‘‘a venda é a mesma coisa que entregar um patrimônio do País’’.Albari RosaQueila dos Passos, 22 anos, votou contra a privatização: ‘‘A Telebrás é coisa nossa e não pode ser vendida’’Eledovino Bassetto Junior

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