Telefônica já registrou 120 casos neste ano
As companhias de serviços públicos também têm prejuízos com atos de vandalismo e os valores gastos também poderiam ser revertidos para a comunidade. O gerente do setor de implantação e manutenção de rede da Sercomtel, Luiz Carlos Bianco, afirma que no ano passado foram 488 ocorrências de danos aos telefones públicos, entre os chamados orelhões e as cabines inglesas, que resultaram em um prejuízo de R$ 26.151,77. Neste ano, até abril, já foram 120 casos, com custo de R$ 8.883,41.
"Com o valor gasto no ano passado poderíamos ter instalado 35 orelhões ou duas cabines. Mesmo com a popularização do celular, locais com grande circulação de público, como escolas e hospitais, ainda pedem a instalação dos orelhões. Não deixamos de atender, mas é um prejuízo para a comunidade." Ele conta que a empresa tem procurado instalar os aparelhos próximos a locais com grande circulação de pessoas.
Para a Copel, o maior prejuízo não é com os materiais usados para reposição, mas com as equipes que fazem o serviço. "São aproximadamente 240 lâmpadas trocadas todos os meses em Londrina, por causa do vandalismo. Isto representa cerca de 10% do total de substituições feitas por mês. Uma lâmpada dessas custa em torno de R$ 12, mas a hora de trabalho da equipe custa R$ 240 e eles gastam em média 40 minutos, entre deslocamento e a manutenção, o que resulta num gasto de aproximadamente R$ 200", explica o gerente de Serviços, Aparecido Alberto Tomazeli.
Ele lembra que, além do valor material, ainda há o custo da insegurança, já que as ruas ficam escuras. Outro prejuízo é com os desligamentos, provocados por objetos atirados na rede elétrica. "Isso causa curto-circuito e pode romper os cabos de alta e baixa tensão. Só neste ano já foram 78 casos, que deixaram 44 mil domicílios sem energia elétrica, incluindo escolas e hospitais. Além disso, o cabo pode ficar energizado e causar acidentes, machucando inclusive o vândalo. Por isso pedimos que as pessoas não toquem em cabos caídos e liguem imediatamente para a Copel", alerta. (E.G.)





