Telefonia clandestina dá prejuízo de R$ 700 mil
Paulo Pegoraro
De Cascavel
Centrais clandestinas de telefonia que funcionavam em Cascavel e Foz do Iguaçu, causaram prejuízo de aproximadamente R$ 700 mil às operadoras oficiais do sistema. A partir das clandestinas, particulares faziam ligações principalmente para o exterior. No caso de Cascavel, o crime de estelionato está caracterizado formalmente desde ontem, com o vencimento do prazo para pagamento das faturas. A gerência da Telepar informou que o pagamento não aconteceu. O mesmo ocorreu em Foz do Iguaçu, em setembro.
As duas centrais eram operadas pela mesma quadrilha, que cobrava dos usuários valores muito abaixo (menos da metade) dos praticados pelas operadoras regulares. Segundo Nelson Pereira, gerente da Telepar, em Cascavel o prejuízo foi de R$ 300 mil e em Foz do Iguaçu, de R$ 400 mil. A central clandestina de Cascavel foi estourada quarta-feira passada pela Polícia Civil, a partir de informações levantadas em Foz do Iguaçu.
Em cada cidade a quadrilha havia adquirido cinco telefones, através dos quais eram feitas ligações principalmente para países asiáticos e do Oriente Médio. Segundo a Polícia, isso pode indicar que parte dos usuários eram de Foz do Iguaçu ou Ciudad del Este, no Paraguai, onde a maior parte das lojas pertence a asiáticos, árabes, orientais e médio-orientais. No caso de Cascavel, a central funcionava em uma sala alugada no centro da cidade, era operada por seis pessoas que foram detidas mas vão responder inquérito em liberdade.
Os chefes da quadrilha não estão identificados, mas devem ser de Minas Gerais. Eles adquiriram os telefones da Telepar a R$ 10,58 cada um, utilizando nomes de pessoas falecidas mas com CPF ainda não cancelados. O gerente Nelson Pereira especula que, se as centrais não tivessem sido descobertas, os telefones seriam abandonados no vencimento das faturas. A quadrilha, então, compraria novas linhas, repetindo a fraude. A Embratel, operadora para ligações internacionais, arcará com a maior parte dos prejuízos.





