A Polícia Federal (PF) de Londrina começa a investigar na segunda-feira 124 terminais telefônicos de Londrina e região, pertencentes a pessoas que estariam envolvidas no golpe ‘‘três or 2um’’. O delegado responsável pelas investigações, José Luis do Prado, já tem em mãos esses números telefônicos. O objetivo é descobrir os proprietários das linhas. O golpe vinha sendo aplicado em quase todo o Norte do Paraná, tendo como sede Londrina.
O golpe era aplicado contra fazendeiros e empresários interessados em comprar automóveis ou dólares falsos. A vítima - que, às vezes, também agia de má fé - era abordada por supostos policiais no momento de fechar o negócio e, assustada, desistia, deixando o dinheiro.
As investigações fazem parte de dois inquéritos policiais. No inquérito 234//94 estão indiciados Alberto Detoni, José Pins - conhecido por doutor Roberto -, Mauro Vasconcelos, Marciano Roberto Rios Cabral, Antônio Cunha Filho, Alfredo Liberto, Guindgli Cavalli, Márcio Paula Costa, Maria Florisbela dos Santos, Sérgio Onofre da Silva, Carlos Roberto Troigo, Irineu Zocante, Luis Henrique Ferreira e Dirceu Veleda. Este último seria o chefe da quadrilha. Ele chegou a ser preso mas fugiu do 2º Distrito Policial de Londrina em fevereiro deste ano.
O outro inquérito leva o número 175/96, onde estão indiciados o ex-delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial (SDP), Clóvis Galvão, o ex-superintendente da 10ª SDP, Jorge Luis Pereira Camargo, e o advogado José Ives de Souza. O delegado Galvão, que também respondia or 2inquérito administrativo, foi absolvido por falta de provas.
O inquérito 234 ficou mais de seis meses no Fórum. Ele retornou à PF há duas semanas para que as investigações continuassem. Segundo o delegado Prado, com as investigações dos telefones, provavelmente mais pessoas serão indiciadas. ‘‘Com as referências que possuímos não será difícil encontrarmos mais gente envolvida no golpe três or 2um’’, garantiu o delegado.

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