Kraw PenasMudoO comerciante Marcos Ruchinski mostra o abaixo-assinado organizado para tentar reaver o telefone comunitário. O aparelho estava localizado em frente ao seu estabelecimento, e ele era encarregado de transmitir recadosCerca de 60 famílias da localidade de Rio Sagrado de Cima estão mais distantes do contato com Morretes e Curitiba. Há dois meses, a Telepar removeu o único telefone comunitário usado pelos moradores. O aparelho funcionava como um ‘‘orelhão’’, com a diferença que recebe chamadas. A linha do terminal foi transferida para um posto da concessionária Ecovia, na BR-277.
Um abaixo-assinado foi organizado pelo comerciante Marcos Ruchinski para tentar reaver o telefone. O aparelho estava localizado em frente ao seu estabelecimento e a uma escola municipal de Morretes. ‘‘Como conheço todo mundo da região, as pessoas ligavam para cá e eu ficava encarregado de dar os recados para as outras famílias’’, diz. Agora, diz Ruchinski, como o telefone está em poder da concessionária, os funcionários da Ecovia se recusam a dar as mensagens.
A família Martins, que possui uma banca de venda de frutas e produtos caseiros, está em apuros. Três famílias dependem do comércio, mas a situação se agravou quando eles tiveram de fechar o serviço de guincho. O desempregado Lauri da Aparecida Martins, 24 anos, tentou uma vaga de motorista na Ecovia, mas como tem um problema da perna esquerda não foi aceito. (D.V.)

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