Curitiba

Kraw PenasProntoTecpar já recebeu R$ 15 milhões para montar estrutura. Silva (no detalhe): ‘‘Ajudando o desenvolvimento do País’’O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) deve começar a produzir no ano que vem a vacina tríplice (DPT), que imuniza contra difteria, tétano e coqueluche (tosse comprida). A previsão é produzir 8 milhões de doses no primeiro ano, contribuindo para tornar o Brasil auto-suficiente nessa vacina. Atualmente, o País importa 16 milhões das 26 milhões de doses consumidas por ano. A produção da tríplice também dá ao Tecpar o domínio de uma tecnologia que poderá levar ao desenvolvimento de outras vacinas consideradas estratégicas, como a HIB, contra hemophilus (bactéria que causa meningite e pneumonia).
Atualmente, o Instituto Butantã (SP), é o único centro brasileiro que produz a tríplice. O investimento para capacitar o Tecpar foi de R$ 15 milhões até agora, dos quais R$ 10 milhões do Ministério da Saúde e R$ 5 milhões do próprio instituto. Ainda faltam R$ 5 milhões para terminar a estrutura e iniciar a produção. O diretor técnico do Tecpar, Júlio Felix, diz que a produção da vacina coloca o instituto em condições de chegar a um patamar internacional, já que a tríplice é consumida no mundo inteiro.
O investimento feito pelo ministério no Tecpar faz parte do Programa Nacional de Autosuficiência em Imunobiológicos. Atualmente, o País gasta 65% dos recursos destinados a vacinas com importação.
Segundo o diretor do Centro Nacional de Epidemiologia do ministério, Jarbas Barbosa da Silva - que visitou o Tecpar ontem - há dois tipos de interesse na produção de vacinas. ‘‘Algumas precisam ser produzidas por necessidade de saúde pública, como a da febre amarela, cuja disponibilidade no mercado internacional é pequena’’, explicou. ‘‘Outras agregam tecnologia de última geração, ajudando o desenvolvimento do País.’’
Esse é o caso da HIB, que deverá ser a próxima vacina incluída no calendário obrigatório do País, provavelmente a partir de 98. Silva também anunciou a introdução no calendário, até o final do ano, da vacina contra a hepatite B, já ofertada na rede de saúde pública de Curitiba.
O ministério comprou da Coréia e da Bélgica 16 milhões de doses para este ano e 48 milhões para o próximo. A vacinação começa na semana que vem, para menores de 15 anos de idade, em regiões de alta endemicidade, entre elas Francisco Beltrão e Pato Branco, no Paraná. No restante do País, a vacina será aplicada em menores de um ano. A vacina contra hepatite B deverá começar a ser produzida no Brasil em 1999, pelo Butantã.

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