Cerca de 50% dos casos de reconhecimento de paternidade que chegam ao Ministério Público do Paraná só são resolvidos com a realização do exame de DNA. Como o governo ainda não dispõe de programas para ofercer o exame gratuitamente, os pais –a maioria de baixa renda– são obrigados a arcar com essa despesa.
Somente no ano passado, a Promotoria de Investigações de Paternidade do MP, em Curitiba –a única com sede e estrutura própria em todo Estado–, mediou 257 acordos de reconhecimento, extra-judicialmente. Desses, 123 foram por meio de exames.
Segundo a psicóloga Glaci Camargo, da Promotoria, os processos que dispensam a confirmação por meio de exames é porque os pais acabam reconhecendo espontaneamente a paternidade. Nesses casos, os acordos ficam restritos à pensão alimentícia e regulamentação de visitas.

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