Tecnologia não vence neblina no aeroporto
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terça-feira, 05 de junho de 2001
Erika Wandembruck De Curitiba 
Ontem o Aeroporto Afonso Pena ficou fechado por 8 horas; 14 operações de pouso e decolagens foram prejudicadas
Mesmo com investimentos em novas tecnologias, implantadas para auxiliar nas operações de pousos e decolagens em condições adversas, o Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais Região Metropolitana de Curitiba, não consegue vencer o nevoeiro. Por conta da falta de visibilidade por causa dos nevoeiros, somente este ano o Afonso Pena permaneceu fechado por 138 horas, em 31 dias. Neste período, 141 vôos foram cancelados ou adiados.
Ontem, por exemplo, 14 aeronaves não puderam aterrissar nem decolar por oito horas. Dois vôos da empresa Varig que fariam as rotas Curitiba-Belém e Curitiba-Maringá foram cancelados ontem. Outros dez aviões se atrasaram, o que provocou irritação entre os passageiros. É tradicional. Esta época do ano começam os problemas e as reclamações. Só não consigo entender porque os novos instrumentos instalados no aeroporto há um ano para melhorar a visibilidade da pista não funcionam quando tem nevoeiro, disse uma funcionária da empresa que preferiu não se identificar.
A assessoria de imprensa da Infraero admitiu que o equipamento ALS-3 (Approach Lights System), instalado no ano passado, não é eficaz em dias de intensa neblina. Na implantação do instrumento (um sistema de luzes que permite a realização de pousos por aproximação, garantindo uma visibilidade horizontal de 800 metros e vertical de 60 metros) foram investidos R$ 11 milhões.
No ano passado, o Afonso Pena ficou sem teto por 360 horas, em 80 dias. Em função disso, 349 vôos foram cancelados ou adiados. Os meses de maio e junho são os mais críticos, Neste período o aeroporto permanece fechado por mais tempo, pois a concentração de neblina nesta época é maior do que no restante do ano.
Em maio deste ano, por exemplo, não houve teto por 60 horas, em dez dias. Por consequência, 64 aviões não puderam decolar ou aterrissar. No mesmo período do ano passado, 50 vôos foram cancelados, já que o aeroporto fechou a pista durante 66 horas, em 15 dias.
Nos cinco primeiros dias deste mês, 17 aviões ficaram sem teto por 20 horas, alternadas em três dias. Em junho de 2000, 73 vôos foram cancelados porque faltou visibilidade durante 65 horas em nove dias de fechamento da pista.
A Infraero estuda agora a implantação de um novo equipamento (mais sofisticado do que o ALS), que deve melhorar ainda mais a visibilidade em dias de nevoeiro.


