TECNOLOGIA E SAÚDE - Robô Da Vinci opera pacientes com câncer
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terça-feira, 13 de dezembro de 2016
Simoni Saris<br>Reportagem Local 

No Hospital Erasto Gaertner, em Curitiba, um outro robô promete facilitar a vida de pacientes que sofrem de câncer e precisam de cirurgia. O robô Da Vinci começou a ser utilizado na segunda-feira e o primeiro procedimento seria para prostectomia radical (retirada da próstata). Inicialmente, o novo equipamento será empregado apenas nos casos de câncer urológico, mas gradualmente irá atender também casos de câncer ginecológico, cabeça e pescoço.
Segundo o superintendente do hospital, Adriano Lago, a cirurgia robótica oferece diversas vantagens em relação aos procedimentos convencionais. Além de ser um procedimento menos invasivo, o robô permite maior precisão, como giros de mão que não são possíveis sem o uso do equipamento, e uma visão tridimensional do local da cirurgia. "É como se o médico estivesse dentro do paciente operando", comparou o superintendente. O tempo de permanência no centro cirúrgico também diminui com o uso da robótica, ressaltou Lago. No caso da prostectomia radical, o tempo de cirurgia cai de cerca de seis horas para 50 minutos.
E os ganhos se estendem ainda para o período pós-operatório. No mesmo tipo de cirurgia, o tempo de recuperação cai de três para um dia e o controle da dor reduz de quatro a oito semanas na metodologia convencional para até uma semana. Em alguns casos, disse Lago, os pacientes sequer relatam dor.
No projeto completo de cirurgia robótica do Hospital Erasto Gaertner, que além da compra do equipamento, incluiu acessórios e custos com os primeiros procedimentos, foram investidos R$ 10 milhões. Todo o recurso foi proveniente de renúncia fiscal de pessoas físicas e jurídicas. Em razão disso, as cirurgias da instituição serão exclusivas a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).
Com o início das operações do Robô Da Vinci no hospital curitibano, o Paraná passa a ser o sexto estado a contar com essa tecnologia e o segundo do Sul do País. No Brasil, há 25 equipamentos em uso. A maioria deles à disposição de pacientes de planos de saúde e particulares.
O segundo procedimento ainda não foi agendado. "A gente acredita que até o final de janeiro, início de fevereiro, consiga captar o paciente, propor para ele a cirurgia e já começar a programar os procedimentos para ter uma rotina normal e definitiva para a cirurgia robótica", explicou Lago.
Os pacientes devem ter um determinado perfil para serem submetidos a esse tipo de procedimento. A decisão é feita com base em dados sobre a condição clínica e existência de comorbidades. A cirurgia também não é indicada para pacientes com metástase. "Cada paciente vai ser avaliado para saber se pode ser submetido à cirurgia robótica", disse o superintendente.


