Tecnologia amplia segurança em condomínios
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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Já faz tempo que só grades ou muros altos davam conta de garantir a tranquilidade dos moradores de condomínios. Por causa do avanço da criminalidade nos últimos anos, o setor da construção civil se viu obrigado a incorporar a segurança como necessidade primordial em seus empreendimentos e a acompanhar par e passo cada novidade criada para barrar os invasores. Atualmente, as construtoras que usam e abusam das mais diversas possibilidades tecnológicas para tentar vender um apartamento ou escritório cada vez mais seguros para seus clientes.
Em Londrina, uma das cidades mais verticalizadas do país, as empresas também já se ligaram que o futuro chegou. Ainda assim quem entende do assunto alerta que as falhas, gritantes, continuam acontecendo e colocando em risco moradores e funcionários.
''Há muitos condomínios com diversos equipamentos instalados mas que não são funcionais. A portaria continua sendo a principal porta de entrada dos problemas e tem condomínio que qualquer pessoa chega com o carro no portão, dá uma buzinadinha e o porteiro autoriza a entrada'', adverte Paulo Bolotaro, um dos sócios da Masterseg Sistemas de Vigilância. Ele revela que por diversas vezes já entrou sem ser autorizado em prédios que dispunham de câmeras, portões eletrônicos e porteiros durante 24 horas.
Entre as novas tecnologias, ele cita os controles remotos personalizados e à prova de clonagem, que se encarregam de abrir e fechar os portões: ao serem acionados, os dados e fotos do morador e do veículo aparecem em um monitor na guarita, construída com vidros à prova de balas. Ainda assim, o carro fica enclausurado entre dois portões, onde um só se abre quando o outro está fechado. ''Tudo fica registrado e se o veículo não for cadastrado o portão não abre. Caso o motorista tenha sido rendido fora dos limites do prédio, ele pode acionar um código de pânico, que imediatamente é repassado à central de monitoramento e à polícia'', explica Bolotaro.
As velhas câmeras também foram modernizadas. ''A tecnologia IP (Internet Protocol) permite a transmissão de eventos de alarme em tempo real sem necessidade do telefone, o controle remoto de todas as funções de segurança de uma empresa ou cliente, como abertura de acessos e portas, entre outras funções. E gravam com excelente definição mesmo que não haja nenhuma fonte de luz no ambiente'', diz o especialista em sistemas de vigilância.
Essa tecnologia está disponível, por exemplo, num dos projetos da Construtora Plaenge, previsto para ser entregue em 2013. O gerente de incorporações, Paulo Duarte, explica que o morador pode acessar todas as câmeras do condomínio em seus aparelhos de TV, celular ou notebook. E, de tão minúsculas, as filmadoras ficam escondidas no ambiente.
Outra tecnologia que está tomando o mercado é a biometria (medidas do corpo humano), voltada para controlar movimento de pessoas nos condomínios. No projeto, leitores de impressão digital acionam os elevadores privativos, que só funcionam quando o usuário está cadastrado. Esse tipo de controle é muito usado também em prédios comerciais, dado o grande movimento de entrada e saída de pessoas.
Mas Duarte concorda que o grande desafio dos condomínios é tornar menos vulneráveis os portões de acesso dos condomínios. ''Temos que coibir ao máximo a possibilidade de alguém não autorizado acessar a área interna do edifício'', destaca, completando que as soluções para essas áreas são pensadas junto com a gestação dos projetos. Ele diz que tudo hoje é feito pensando em ampliar a segurança: as guaritas, posicionadas entre os acessos de carros e de pessoas, possuem vidros blindados. Entregadores não sobem mais até os apartamentos: eles aguardam entre dois portões e entregam a encomenda por um ''passa volumes'' também a prova de balas. Botões de pânico podem ser disparados tanto pelos condôminos quanto pelos funcionários das portarias.


