Tecnologia ajuda a despertar interesse
De acordo com a enfermeira Adriana Toffolo, a curiosidade de Ana Clara pelas palavras é que levou a menina a aprender a ler e a escrever já na Educação Infantil. ''Ela pegava um livrinho, fazia só a leitura visual e não se conformava'', conta. Diante deste descontentamento, com a ajuda de professores e das apostilas da escola particular onde estuda, Ana Clara mergulhou no mundo das letras desde os três anos de idade e hoje sabe ler e escrever palavras e frases mais simples antes mesmo de entrar no Ensino Fundamental, aos cinco, afirma a mãe.
Para o casal Rosimeire de Souza Trannin, vendedora autônoma, e Charles Jovanovich Trannin, gerente administrativo, o estímulo proveniente da família exerceu um papel fundamental no interesse das filhas pelo mundo letrado. Desde que eram bebês, o casal lembra que os brinquedos das filhas, Sofia, cinco anos, e Rebeca, oito, eram comprados pensando na alfabetização. Entre as camas, uma cômoda cheia de livros e gibis é visitada todos os dias pelas meninas, costume adquirido por influência dos pais, que liam para elas desde que eram pequenas. ''Antes de dormirem, é automático, elas leem um pouquinho'', conta, orgulhosa, a mãe. Rosimeire e Charles afirmam que na escola onde as meninas estudam encontraram o suporte necessário para o interesse das filhas pela escrita e pela leitura durante a Educação Infantil.
A professora universitário Patrícia Eliane da Rosa Sardeto acredita que conhecer o alfabeto mais cedo tornou-se uma necessidade para que as crianças possam interagir com o mundo moderno e todas as tecnologias nele disponíveis. ''Todas as casas hoje têm um computador'', observa. Vogais do alfabeto e números já podiam ser encontrados nas atividades escolares que o filho Luis Felipe, cinco anos, desenvolvia quando tinha apenas três. Ao chegar à primeira série do Ensino Fundamental, Patrícia conta que o filho já tinha todas as bases para juntar as letras e começar a ler e a escrever, atividades pela qual ele já demonstrava interesse ao ver a mãe e o pai, jornalista, trabalharem em casa. (M.F.C.)





