Técnicos vão avaliar estragos no Arthur Thomas
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2004
Mariana Guerin<br> Reportagem Local 
Técnicos das secretarias municipais de Obras e Meio-Ambiente reúnem-se hoje no Parque Arthur Thomas (Zona Sul de Londrina) para analisar as possíveis causas do desmoronamento ocorrido na madrugada de segunda-feira, que deixou parte de uma usina de energia soterrada. ''O secretário de obras deve fazer uma vistoria e se pronunciar sobre as medidas a serem tomadas para a recuperação do local'', afirmou o assessor do Núcleo de Recursos Hídricos da secretaria municipal de Meio-Ambiente (Sema), João Batista Souza.
O incidente ainda paralisou as obras de contenção do processo de erosão da trilha do Córrego Pica-Pau, paralela ao caminho que leva à usina, iniciadas em dezembro de 2003. As melhorias também incluíam a revitalização do canal que liga a barragem ao ponto de captação de água da antiga usina e a recuperação da trilha formada ao lado do canal. O total investido pela prefeitura foi R$ 134 mil e as obras deveriam ser concluídas no início de março.
''Cerca de 500 metros cúbicos de pedra e terra caíram sobre a usina, além de 250 metros quadrados de mata. Os estragos ainda atingiram 60 metros da trilha ao lado do canal, que desmoronou e deverá ser refeita'', explicou Souza, lembrando que o incidente de segunda-feira aconteceu a 100 metros do desmoronamento anterior, de 2001, que estava sendo reparado.
Para o diretor técnico da secretaria municipal do Meio Ambiente, Marcus Vinícius Tersariol, a forte de chuva que alagou Londrina no último domingo pode ter contribuído para o incidente. ''A chuva de domingo à noite elevou o volume de água do Córrego Pica-Pau, que recebeu água vinda do Ribeirão Cambezinho'', concluiu.


