Nos últimos seis meses, mais de 50 empresas e moradores responsáveis pela poluição dos córregos em área urbana de Maringá foram notificados. O trabalho de identificação dos poluidores mobiliza uma equipe de técnicos da Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente. Eles rastreiam as galerias pluviais até chegar aos responsáveis, que normalmente despejam o esgoto de casa, prédio ou de indústrias nos tubos que deveriam receber apenas água das chuvas.
Os responsáveis são notificados e têm prazo de 30 dias para eliminar a causa da poluição. Depois disso, os fiscais lançam a multa, que dependendo da agressão ambiental pode chegar a R$ 5 mil. Em caso de reincidência o valor salta para R$ 12 mil. ‘‘Não queremos multar, e sim acabar com os pontos de poluição’’, afirma o secretário Hamilton Cardoso.
Ele conta que na semana passada moradores denunciaram a presença de uma camada espessa de espuma no ribeirão Morangueira. Imediatamente os fiscais fizeram o rastreamento da espuma e localizaram uma ligação clandestina de esgoto em uma lavanderia industrial. O secretário não quis revelar o nome da empresa, mas disse que os donos já foram notificados. ‘‘As lavanderias industriais e os postos de combustíveis são os principais responsáveis pela poluição nos córregos da cidade’’, observa.
Ele diz ainda que graças às denuncias os fiscais estão conseguindo localizar as empresas poluidoras. No entanto, explica Hamilton, falta conscientização da comunidade para evitar o problema. Na maioria dos córregos o problema maior é a presença de lixo e de esgoto doméstico.
Além de jogar todo tipo de entulho e lixo em fundos de vales, em alguns bairros os moradores varrem o lixo das ruas para dentro das galerias de águas pluviais. Levado pela água das chuvas, quando não entope a tubulação, o lixo fica nas margens dos córregos.

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