Técnicos fecham emissários de esgoto clandestino em Maringá
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quinta-feira, 28 de agosto de 1997
Marcos Zanatta Maringá 
Marcos NegriniErosão graveO caso mais grave de poluição está no Horto Florestal, onde as voçorocas já cortam a reserva inteiraA Secretaria de Serviços Urbanos e Meio Ambiente de Maringá pretende identificar até o fim de semana os responsáveis pelo despejo de esgoto nos córregos Moscados e Borba Gato. Técnicos da secretaria estão abrindo todos os bueiros e fechando os emissários que desembocam nos dois riachos, que nascem dentro do Parque do Ingá e do Horto Florestal. Os responsáveis pelo esgoto clandestino serão notificados e terão prazo de 15 dias para suspender o despejo. A informação é do secretário Hamilton Cardoso.
Quem não regularizar o despejo do esgoto, seja na rede coletora ou em fossas, será multado. O valor da multa varia de R$ 101,00 a R$ 600,00. A prefeitura vai ainda apresentar denúncia na Promotoria do Meio Ambiente e Direitos Constitucionais, para elevar os valores das multas e se possível fechar as empresas que estiverem poluindo. A poluição com esgoto doméstico e industrial está atingindo duas reservas de matas nativas e vamos acionar os responsáveis, disse Cardoso.
O problema mais grave está na rede de galerias no Horto Florestal. No local existem três focos, que recebem a água das chuvas de bairros da região. Como os emissários terminam na divisa da mata com a rua, o esgoto percorre um grande trecho até chegar no córrego Borba Gato. Em alguns pontos, a água provocou voçorocas com mais de cinco metros de profundidade, expondo as raízes de árvores centenárias. Com o despejo de esgoto e lixo nas galerias, as raízes em alguns pontos ficam cheias de sacos plásticos, garrafas de refrigerante e latas.
No córrego Moscados o esgoto é despejado na divisa do Parque do Ingá com a Avenida Perimetral, não afetando o lago da reserva. Vamos solucionar este problema em no máximo 20 dias, prometeu o secretário. Ele informou que todos os bairros próximos ao Parque do Ingá são servidos de rede coletora de esgoto, o que não justifica as ligações clandestinas. No caso do córrego Borba Gato, Cardoso lembrou que o Horto fica em uma área nobre da cidade e os moradores e empresas são conscientes do risco que correm ligando o esgoto à rede de galerias pluviais.


